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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Louis Armstrong



Louis Armstrong and the All Stars:
Louis Armstrong : Trumpet & Vocals
Tyree Glenn: Trombone
Eddie Shu: Clarinethttp://www.blogger.com/post-create.g?blogID=2174515038623182986#
Billie Kyle: Piano
Buddy Catlett: Double Bass
Danny Barcelona: Drums

(Recorded June 4, 1965 at the Palais des Sports, Paris)

Uma verdadeira maravilha (Pérola) que encontrei em minhas andanças pelo YouTube, merece ser ouvida e admirada, o incomparável musico, seu 'trumpet' e a maravilhosa musica 'Volare' de Domenico Modugno, em versão que jamais tinha ouvido...

Enjoy this.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

IRENA SENDLER - UMA MULHER DE VALOR INCONTESTÁVEL -


Irena Sendler [em polaco] Irena Sendlerowa apelido de solteira Krzyżanowska; (15 de fevereiro de 1910 - 12 de maio de 2008), também conhecida como "o anjo do Gueto de Varsóvia," foi uma ativista dos direitos humanos durante a Segunda Guerra Mundial, tendo contribuido para salvar mais de 2.500 vidas ao levar alimentos, roupas e medicamentos às pessoas barricadas no gueto, com risco da própria vida.


“ A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade. - Irena Sendler ”

Quando a Alemanha Nazi invadiu o país em 1939, Irena era Assistente Social no Departamento de bem estar social de Varsóvia,trabalhava com enfermeiras e organizava espaços de refeição comunitários da cidade com o objectivo de responder às necessidades das pessoas que mais necessitavam. Graças a ela, esses locais não só proporcionavam comida para órfãos, anciãos e pobres como lhes entregavam roupas, medicamentos e dinheiro. Ali trabalhou incansavelmente para aliviar o sofrimento de milhares de pessoas, tanto judias como católicas.

Em 1942, os nazis criaram um gueto em Varsóvia, e Irena, horrorizada pelas condições em que ali se sobrevivia, uniu-se ao Conselho para a Ajuda aos Judeus, Zegota. Ela mesma contou:

"Consegui, para mim e minha companheira Irena Schultz, identificações do gabinete sanitário, entre cujas tarefas estava a luta contra as doenças contagiosas. Mais tarde tive êxito ao conseguir passes para outras colaboradoras. Como os alemães invasores tinham medo de que ocorresse uma epidemia de tifo, permitiam que os polacos controlassem o recinto."

Quando Irena caminhava pelas ruas do gueto, levava uma braçadeira com a estrela de David, como sinal de solidariedade e para não chamar a atenção sobre si própria. Pôs-se rapidamente em contacto com famílias, a quem propôs levar os seus filhos para fora do gueto, mas não lhes podia dar garantias de êxito. Eram momentos extremamente difíceis, quando devia convencer os pais a que lhe entregassem os seus filhos e eles lhe perguntavam:

"Podes prometer-me que o meu filho viverá?". Disse Irena, "Que podia prometer, quando nem sequer sabia se conseguiriam sair do gueto?" A única certeza era a de que as crianças morreriam se permanecessem lá. Muitas mães e avós eram reticentes na entrega das crianças, algo absolutamente compreensível, mas que viria a se tornar fatal para elas. Algumas vezes, quando Irena ou as suas companheiras voltavam a visitar as famílias para tentar fazê-las mudar de opinião, verificavam que todos tinham sido levados para os campos da morte.


Ao longo de um ano e meio, até à evacuação do gueto no Verão de 1942, conseguiu resgatar mais de 2.500 crianças por várias vias: começou a recolhê-las em ambulâncias como vítimas de tifo, mas logo se valia de todo o tipo de subterfúgios que servissem para os esconder: sacos, cestos de lixo, caixas de ferramentas, carregamentos de mercadorias, sacos de batatas, caixões... nas suas mãos qualquer elemento transformava-se numa via de fuga.

Irena vivia os tempos da guerra pensando nos tempos de paz e por isso não fica satisfeita só por manter com vida as crianças. Queria que um dia pudessem recuperar os seus verdadeiros nomes, a sua identidade, as suas histórias pessoais e as suas famílias. Concebeu então um arquivo no qual registrava os nomes e dados das crianças e as suas novas identidades.

Os nazis souberam dessas actividades e em 20 de Outubro de 1943; Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão de Pawiak onde foi brutalmente torturada. Num colchão de palha encontrou uma pequena estampa de Jesus Misericordioso com a inscrição: “Jesus, em Vós confio”, e conservou-a consigo até 1979, quando a ofereceu ao Papa João Paulo II.
Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou-se a trair seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os ossos dos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Foi condenada à morte. Enquanto esperava pela execução, um soldado alemão levou-a para um "interrogatório adicional". Ao sair, gritou-lhe em polaco "Corra!". No dia seguinte Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados. Os membros da Żegota tinham conseguido deter a execução de Irena subornando os alemães, e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.

Em 1944, durante o Levantamento de Varsóvia, colocou as suas listas em dois frascos de vidro e enterrou-os no jardim de uma vizinha para se assegurar de que chegariam às mãos indicadas se ela morresse. Ao acabar a guerra, Irena desenterrou-os e entregou as notas ao doutor Adolfo Berman, o primeiro presidente do comité de salvação dos judeus sobreviventes. Lamentavelmente, a maior parte das famílias das crianças tinha sido morta nos campos de extermínio nazis.

De início, as crianças que não tinham família adoptiva foram cuidadas em diferentes orfanatos e, pouco a pouco, foram enviadas para a Palestina.

As crianças só conheciam Irena pelo seu nome de código "Jolanta". Mas anos depois, quando a sua fotografia saiu num jornal depois de ser premiada pelas suas acções humanitárias durante a guerra, um homem chamou-a por telefone e disse-lhe: "Lembro-me de seu rosto. Foi você quem me tirou do gueto." E assim começou a receber muitas chamadas e reconhecimentos públicos.

Em 1965, a organização Yad Vashem de Jerusalém outorgou-lhe o título de Justa entre as Nações e nomeou-a cidadã honorária de Israel.

Em Novembro de 2003 o presidente da República Aleksander Kwaśniewski, concedeu-lhe a mais alta distinção civil da Polónia: a Ordem da Águia Branca. Irena foi acompanhada

pelos seus familiares e por Elżbieta Ficowska, uma das crianças que salvou, que recordava como "a menina da colher de prata".


Irena Sendler foi apresentada como candidata para o prémio Nobel da Paz pelo Governo da Polónia. Esta iniciativa pertenceu ao presidente Lech Kaczyński e contou com o apoio oficial do Estado de Israel através do primeiro-ministro Ehud Olmert, e da Organização de Sobreviventes do Holocausto residentes em Israel.

As autoridades de Oświęcim (Auschwitz) expressaram o seu apoio a esta candidatura, já que consideraram que Irena Sendler era uma dos últimos heróis vivos da sua geração, e que tinha demonstrado uma força, uma convicção e um valor extraordinários frente a um mal de uma natureza extraordinária.

O prémio desse ano, no entanto, foi dado a Al Gore pela sua defesa do meio-ambiente.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Henry Graham Greene - escritor inglês-


(Berkhamsted, 2 de outubro de 1904 – Vevey, 3 de abril de 1991)

mais conhecido como Graham Greene, foi um escritor inglês, com uma obra composta de romances, contos, peças teatrais e críticas literárias e de cinema. Formou-se na Universidade de Oxford, e começou sua carreira como jornalista, trabalhando como repórter e sub-editor do The Times. Publicou cerca de 60 romances.

Durante a Segunda Guerra Mundial, de 1941 a 1943, trabalhou para o governo inglês no departamento de relações externas, dirigindo um escritório em Freetown, Serra Leoa. Muitos de seus romances, a partir de então, tiveram como tema ou pano de fundo a espionagem.

Seu primeiro livro de sucesso foi O Expresso do Oriente (1932). Outras obras: O Poder e a Glória (1940), Nosso Homem em Havana (1958) e O Fator Humano (1978). Muitas de suas obras foram transformadas em filmes. Suas obras falam muito de situações políticas de países pouco conhecidos e aos quais viajava freqüentemente, como Cuba e Haiti.

Outra temática frequente em sua obra é a religião. Tendo se convertido ao catolicismo em 1926, os dilemas morais e espirituais de sua época eram representados através de suas personagens. Graham Greene era considerado o maior 'escritor católico' da Grã-Bretanha, apesar de sua resistência em ser retratado dessa maneira.

Em 1937 Greene era colaborador da revista Night and Day e escreveu uma reportagem sobre a atriz Shirley Temple afirmando que a rapariga, então com oito anos, era o centro das atenções no estúdio de homens de meia idade. Estas declarações valeram-lhe um processo em tribunal tendo o escritor se refugiado no México, país que não permitia a extradição, o que o impediu de ser preso





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His works explore the ambivalent moral and political issues of the modern world. Greene was notable for his ability to combine serious literary acclaim with widespread popularity.

Although Greene objected strongly to being described as a Roman Catholic novelist rather than as a novelist who happened to be Catholic, Catholic religious themes are at the root of much of his writing, especially the four major Catholic novels: Brighton Rock, The Power and the Glory, The Heart of the Matter and The End of the Affair. Several works such as The Confidential Agent, The Third Man, The Quiet American, Our Man in Havana and The Human Factor also show an avid interest in the workings of international politics and espionage.

Greene suffered from bipolar disorder, which had a profound effect on his writing and personal life. In a letter to his wife Vivien, he told her that he had "a character profoundly antagonistic to ordinary domestic life", and that "unfortunately, the disease is also one's material".





Henry Graham Greene was born in 1904 in St. John’s House, a boarding house of Berkhamsted School on Chesham Road in Berkhamsted, Hertfordshire, England, where his father was housemaster.He was the fourth of six children; his younger brother, Hugh, became Director-General of the BBC, and his elder brother, Raymond, an eminent physician and mountaineer.

His parents, Charles Henry Greene and Marion Raymond Greene, were second cousins; both members of a large, influential family that included the owners of Greene King brewery, bankers and businessmen. Charles Greene was Second Master at Berkhamsted School, where the headmaster was Dr Thomas Fry, who was married to Charles' cousin. Another cousin was the right-wing pacifist Ben Greene, whose politics led to his internment during World War II.

In 1910 Charles Greene succeeded Dr Fry as headmaster of Berkhamsted. Graham also attended the school as a boarder. Bullied and profoundly depressed he made several suicide attempts; including, as he wrote in his autobiography, by Russian roulette and by taking aspirin before going swimming in the school pool. In 1920, aged 16, in what was a radical step for the time, he was sent for psychoanalysis for six months in London, afterwards returning to school as a day student. School friends included Claud Cockburn the satirist, and Peter Quennell the historian.

In 1922 he was for a short time a member of the Communist Party of Great Britain.

In 1925, while an undergraduate at Balliol College, Oxford, his first work, a poorly received volume of poetry entitled Babbling April, was published. Greene suffered from periodic bouts of depression whilst at Oxford, and largely kept to himself. Of Greene's time at Oxford, his contemporary Evelyn Waugh noted that: "Graham Greene looked down on us (and perhaps all undergraduates) as childish and ostentatious. He certainly shared in none of our revelry".



After graduating with a second-class degree in history, he worked for a period of time as a private tutor and then turned to journalism – first on the Nottingham Journal, and then as a sub-editor on The Times. While in Nottingham he started corresponding with Vivien Dayrell-Browning, a Catholic convert, who had written to him to correct him on a point of Catholic doctrine. Greene was an agnostic at the time, but when he began to think about marrying Vivien, it occurred to him that, as he puts it in A Sort of Life, he "ought at least to learn the nature and limits of the beliefs she held". In his discussions with the priest to whom he went for instruction, he argued "on the ground of dogmatic atheism", as his primary difficulty was what he termed the "if" surrounding God's existence. However, he found that "after a few weeks of serious argument the 'if' was becoming less and less improbable".Greene converted to Catholicism in 1926 (described in A Sort of Life) when he was baptised in February of that year. He married Vivien in 1927; and they had two children, Lucy Caroline (b. 1933) and Francis (b. 1936).
In 1948 Greene separated amicably from Vivien. Although he had other relationships, he never divorced or remarried.

He lived the last years of his life in Vevey, on Lake Geneva, in Switzerland, the same town Charlie Chaplin was living in at this time. He visited Chaplin often, and the two were good friends.His book Doctor Fischer of Geneva or the Bomb Party (1980) bases its themes on combined philosophic and geographic influences. He had ceased going to mass and confession in the 1950s, but in his final years began to receive the sacraments again from Father Leopoldo Durán, a Spanish priest, who became a friend. He died at age 86 of leukaemia in 1991 and was buried in Corseaux cemetery.



In his later years Greene was a strong critic of American imperialism, and supported the Cuban leader Fidel Castro, whom he had met. For Greene and politics, see also Anthony Burgess' Politics in the Novels of Graham Greene. In Ways of Escape, reflecting on his Mexican trip, he complained that Mexico's government was insufficiently left-wing compared with Cuba's. In Greene's opinion, "Conservatism and Catholicism should be .... impossible bedfellows".
"In human relationships, kindness and lies are worth a thousand truths."— - Graham Greene -

Graham Greene- Canadian Actor-


Graham Greene (born June 22, 1952)
is a Canadian actor who has worked on stage, and in film and TV productions in Canada, England and the United States.

Greene is an Oneida, born in Ohsweken on the Six Nations Reserve in Ontario, the son of Lillian and John Greene, who was an ambulance driver and maintenance man. He lived in Hamilton, Ontario as a young adult.

Greene's first brushes with the entertainment industry came when he was an audio technician for rock bands based in Newfoundland and Labrador, when he went by the alias Mabes. He graduated from The Centre for Indigenous Theatre's Native Theatre School program in 1974, which was based in Toronto. Soon after, he began performing in professional theatre in Toronto and England.

Greene's TV debut was in an episode of The Great Detective in 1979, and his screen debut was in 1983 in Running Brave. He appeared in such films as Revolution and Powwow Highway, as well as the First Nations, CBC TV series Spirit Bay.

It was his Academy Award-nominated role as Kicking Bird (Lakota: Ziŋtká Nagwáka) in the 1990 film Dances with Wolves that brought him fame. He followed this role with films and performances on TV series, including Thunderheart, Benefit of the Doubt, and Maverick, and the television series Northern Exposure and The Red Green Show. Greene also acted alongside Bruce Willis and Samuel L. Jackson in the 1995 film Die Hard with a Vengeance, where he played Detective Joe-Rob Lambert. He hosted the reality crime documentary show Exhibit A: Secrets of Forensic Science.

He co-starred as "Slick Sam" Nakai with Adam Beach and Wes Studi in the film Thief of Time (2004), adapted from the Tony Hillerman novel and produced by Robert Redford.

In 1992, Greene played the role of Ishi, the last Yahi, in the HBO drama The Last of His Tribe. He also appeared that year in the contemporary action-mystery film, Thunderheart (1992) playing Walter Crow Horse, a gruff, savvy local cop living on an Indian reservation.

In 1994, he began appearing as Mr. Crabby Tree in the children's series The Adventures of Dudley the Dragon, for which he received the Gemini Award. In 1997, Greene suffered a major depressive episode, and had to be hospitalized after a police encounter. He recovered after help from Bruce Willis and Samuel L. Jackson.

Greene was featured as Arlen Bitterbuck, a Native American on death row in the Oscar-nominated The Green Mile (1999). He starred in the short-lived television series Wolf Lake in 2001.


In 2005, he acted as the potential love interest of a pre-operative transsexual woman in Transamerica. He appeared as himself in a parody of the famous Lakota-brand pain reliever commercials, on CBC Television's Rick Mercer Report.

In 2006, Greene presented the documentary series The War that Made America, about the Seven Years War (French and Indian War) of the mid–18th century in North America. In 2007, he appeared as Shylock in the Stratford Shakespeare Festival production of The Merchant of Venice as well as "Breakfast with Scot," the first gay-themed film ever to receive this type of approval from a professional sports league (NHL).

Greene provides the pre-recorded narration for the highly acclaimed outdoor drama, Tecumseh! in Chillicothe, Ohio, based upon the life of the illustrious Shawnee chief of that name. Greene portrayed the illustrious Sioux leader Sitting Bull in a short Historica vignette.

He was a guest star in an episode of the TV series Numb3rs, as a First Nations chief. He also guest-starred on multiple occasions on The Red Green Show as Edgar "K.B." Montrose, an explosives enthusiast. In one episode 'Red Green' asks him what he thought of the movie "Dances With Wolves". Greene's reply was that "...the native guy (himself as 'Kicking Bird') was OK. Should have gotten the Oscar. But the rest of it was a yawn!"

Greene also made a cameo in an episode of Royal Canadian Air Farce. In the sketch, Jacques Cartier (Don Ferguson) has to go through customs, whose officer is played by Greene. When Cartier asks Greene if he was in that movie "Dances with Wolves", Greene replies with a "yes". Cartier then asks his name and Greene says "Kevin Costner".

He appeared in The Twilight Saga: New Moon as Harry Clearwater, Charlie Swan's old friend.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

'Flor de Lótus'



Em meio ao lodo.
No fundo do lago,
Ela quer brilhar...
Esquecida no limbo
À beira do rio
Ela quer nascer...
Lentamente a respirar,
No sol da manhã
Ela quer luzir...
Milagre!
Mil pétalas, mil lágrimas
Surgem da lama...
A flor de lótus
Brota no pântano
Ela quer viver...

Djalma Lofrano Filho
(São Paulo)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

À LÁPIS, O DESENHO HEDÔNICO - Uma crônica de Jairo De Britto -


Caminho ao longo do braço esquerdo do rio que corre em meu peito, embora um lago tranqüilo se ofereça aos meus olhos insones.
Caminho pelos dias afoitos, noites insolentes, madrugadas frias que, ainda assim, me fazem transpirar em pleno silêncio. Leio, releio, escrevo, reescrevo, corto, recorto, releio - até aquém chegar daquilo que pretendo doutra forma dizer.
Sim, outras e outras e tantas formas, é o que procuro. Para que  sílabas, palavras e parágrafos não se limitem às estreitas fronteiras da comum escritura. Para invadir seus grandes olhos com todos os sons e cio de cada caro fonema.
“Escrever (não é só, como já foi dito), uma forma de falar sem ser interrompido”.
Escrever é para Viver, ou sobreviver, sabendo que tal forma de Ser não foi escolhida. É o Presente: estar e ser – um flagrante e sempre inédito estarrecer!
Secular amanuense, de ávidos e áridos tempos - quando, afogados em imagens tantas, meus olhos sucumbíam, eu distraio mulheres, homens e crianças, enquanto me entrego a lembranças d’além da infância; de outras margens dos rios e oceanos em que naveguei.
Sem esquecer de dizer que, perdido, às margens de muitas laudas, também fiquei.  
Saber que você dorme, entregue a sonhos infantes, às vezes eróticos, em nossa cama, aguça meu olfato e paladar. Ser o homem a velar seu sono, em porto seguro, suscita lembranças outras, de terras e tempos tão distantes.
Ainda que "nau à deriva", aqui, seja o mais plausível dizer.
Ainda que ao menos saiba permitir que a madrugada se estenda, como naquela tarde  de sépia e aquarelas. Até que a manhã, com seu hálito de aurora e seus hábitos de velha senhora, se imponha sem mais delongas ou quaisquer pretensas cerimônias.

Sim , como naquela em que o jovem poeta, que adormeceu no gramado do campus, e abriu os olhos. Sobre eles, outros fitos: azuis e delicados.
Diamantes, eles. Apenas comparáveis à visão seguinte, quando os meus pousei sobre o caderno da linda jovem, que havia deles roubado tudo, num silente exercício de juvenil Amor Desenhado, estendido além dos olhos; rosto afora.
Quando notou-me, surpreso e maravilhado, disse-me noutra língua:
“Algo de mais maroto e lascivo há em seu rosto. Mas adoro seus longos cílios. Veja: terminei meu trabalho anual enquanto você dormia ao meu lado. Sei que o professor vai gostar. Sei que irá para a exposição anual dos melhores...”
 A Amizade não é um sentimento. É bem definida e definitiva: é o sentimento!
E tão grande e avassalador; tão aconchegante, que deve fazer inveja ao Amor. Quando se encontram, formam a mais sublime e cúmplice orquestra a executar a carinhosa Sinfonia da Gratidão...
Tudo brotado em clara selva de piano, oboé, sax e sexo, seguida de corpos em repouso dileto.
A festa e farra dos amantes, em qualquer idade, é como a Música; como os ritmos que embalam, acalantam e embrulham meus dias e noites.
Como um infindo e sensual Lundu. Como aquele atrevido Alarido Cigano - estaiado, a sustentar enormes fogueiras com danças, canções, cores, cartas, ouro, fitas e fogo.
Tudo ao Luar Cheio – a fantasia que apascenta a soberba do mítico Dragão Chinês. Este, que em libertina tradução Ocidental, não passa (schüller) d'um “Tigre de Papel”  ! 

Jairo De Britto, em "Verdes Crônicas "
Vitória (ES), 17 de Dezembro de 2011


sábado, 14 de janeiro de 2012

Albert Schweitzer

Aniversário de um dos grandes homens que por nosso planeta passaram...
Albert Schweitzer.


(Kaysersberg, 14 de janeiro de 1875 — Lambaréné, Gabão) 4 de setembro de 1965)

''O mundo tornou-se perigoso, porque os homens aprenderam a dominar a natureza antes de se dominarem a si mesmos.''
Albert Schweitzer


'A nossa civilização está condenada porque se desenvolveu com mais vigor materialmente do que espiritualmente. O seu equilíbrio foi destruído.'
Albert Schweitzer


''Só são verdadeiramente felizes aqueles que procuram ser úteis aos outros.''
Albert Schweitzer


''A quem me pergunta se sou pessimista ou otimista, respondo que o meu conhecimento é de pessimista, mas a minha vontade e a minha esperança são de otimista.''
Albert Schweitzer


''Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes.''
Albert Schweitzer


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Foi um teólogo, músico, filósofo e médico alemão, organista interprete de Bach, nascido na Alsácia, então parte do Império Alemão (atualmente, uma região administrativa francesa).

Formou-se em teologia e filosofia na Universidade de Strasburgo, onde, em 1901, o nomearam docente. Tornou-se também um dos melhores intérpretes de Bach e uma autoridade na construção de órgãos.

Aos trinta anos, gozava de uma posição invejável: trabalhava numa das mais notáveis universidades europeias; tinha uma grande reputação como músico e prestígio como pastor de sua Igreja. Porém, isto não era suficiente para uma alma sempre pronta ao serviço. Dirigiu sua atenção para os africanos das colônias francesas que, numa total orfandade de cuidados e assistência médica, debatiam-se na dura vida da selva.

Em 1905, iniciou o curso de medicina, e seis anos mais tarde, já formado, casou-se e decidiu partir para Lambaréné, no Gabão, onde uma missão necessitava de médicos. Ao deparar-se com a falta de recursos iniciais, improvisou um consultório num antigo galinheiro e atendeu seus pacientes enfrentando obstáculos como o clima hostil, a falta de higiene, o idioma que não entendia, a carência de remédios e instrumental insuficiente. Tratava de mais de 40 doentes por dia e paralelamente ao serviço médico, ensinava o Evangelho com uma linguagem apropriada, dando exemplos tirados da natureza sobre a necessidade de agirem em beneficio do próximo.

Com o início da I Grande Guerra, os Schweitzer foram levados para a França, como prisioneiros de guerra. Passaram praticamente todo o período da guerra confinados num campo de concentração. Nesse período, Albert escreve sobre a decadência das civilizações.

Com o final da guerra, retoma seus trabalhos e, ante a visão de um mundo desmoronado, declara: “Começaremos novamente. Devemos dirigir nosso olhar para a humanidade”.

Realiza uma série de conferências, com o único intuito de colher fundos para reconstruir sua obra na África. Torna-se muito conhecido em todos os círculos intelectuais do continente, porém, a fama não o afasta dos seus projetos e sonhos.

Após sete anos de permanência na Europa, parte novamente para Lambarené. Dessa vez acompanhado de médicos e enfermeiras dispostos a ajudá-lo. O hospital é levantado numa área mais propícia, e com o auxílio de uma equipe de profissionais, Schweitzer pode dedicar algumas horas de seu dia a escrever livros, cuja renda contribuía para manter os pavilhões hospitalares.

Extasiou o mundo com sua vida e sua obra, e em 1952, recebe o Prêmio Nobel da Paz, como humilde homenagem a um “Grande Homem”.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Sin palabras...



JAMES JOYCE



(Dublin, 2 de fevereiro de 1882 — Zurique, 13 de janeiro de 1941)

Não te cansaste do ardor trilhado,
Fulgor do decaído serafim?
Não lembre os dias encantados!

Teu olhar tem meu coração queimado
E tens até sua vontade enfim.
Não te cansaste do ardor trilhado?

Acima das chamas louvores elevados
Ao longo dos oceanos assim.
Não lembre os dias encantados!

Nosso rompido pranto angustiado
Sobe tal um hino – sem fim.
Não te cansaste do ardor trilhado?

Quando em sacrifícios mãos elevadas
O cálice transborda sobre mim.
Não lembre os dias encantados.

E ainda fixamente tens olhado
Com gestos lânguidos para mim!
Não te cansaste do ardor trilhado?
Não lembre os dias encantados.


James Joyce
Trad.by leonardo de magalhaens


Poem found in the novel:
'A PORTRAIT OF A ARTIST AS A YOUNG MAN'
(1904)

Are you not weary of ardent ways,
lure of the fallen seraphim?
Tell no more of enchanted days.

Your eyes have set man's heart ablaze
And you have had your will of him.
Are you not weary of ardent ways?

Above the flame the smoke of praise
Goes up from ocean rim to rim.
Tell no more of enchanted days.

Our broken cries and mournful lays
Rise in one eucharistic hymn.
Are you not weary of ardent ways?

While sacrificing hands upraise
The chalice flowing to the brim,
Tell no more of enchanted days.

And still you hold our longing gaze
With languorous look and lavish limb!
Are you not weary of ardent ways?
Tell no more of enchanted days.

James Joyce

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James Augustine Aloysius Joyce (Dublin, 2 de fevereiro de 1882 — Zurique, 13 de janeiro de 1941) foi um romancista, contista e poeta irlandês expatriado. É amplamente considerado um dos autores de maior relevância do século XX. Suas obras mais conhecidas são o volume de contos Dublinenses/Gente de Dublin (1914) e os romances Retrato do Artista Quando Jovem (1916), Ulisses (1922) e Finnegans Wake (1939) - o que se poderia considerar um "cânone joyceano". Também participou dos primórdios do modernismo poético em língua inglesa, sendo considerado por Ezra Pound um dos mais iminentes poetas do imagismo.

Embora Joyce tenha vivido fora de seu país natal pela maior parte da vida adulta, suas experiências irlandesas são essenciais para sua obra e fornecem-lhe toda a ambientação e muito da temática. Seu universo ficcional enraíza-se fortemente em Dublin e reflete sua vida familiar e eventos, amizades e inimizades dos tempos de escola e faculdade. Desta forma, ele é ao mesmo tempo um dos mais cosmopolitas e um dos mais particularistas dos autores modernistas de língua inglesa

sábado, 31 de dezembro de 2011

Último comentário do ano, dedicado a essa grande personalidade que foi, SIMON WISENTHAL - que faria hoje 110 anos.

(Buczacz, 31 de dezembro de 1908 — Viena, 20 de setembro de 2005)

"Sou dedicado ao meu trabalho pelo privilégio de estar vivo"

Simon Wisenthal


Uma das personalidades mais importantes de nosso tempo, Simon Wiesenthal dedicou sua vida a documentar com tenacidade e persistência os crimes do Holocausto e a desmascarar e entregar à justiça os criminosos de guerra ainda livres.



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Fundador do Centro Judaico de Documentação, em Viena, ajudou a capturar cerca de 1.100 criminosos de guerra nazistas, entre eles Adolf Eichmann, o carrasco que planejou o extermínio dos judeus.



Wiesenthal recebeu mais de uma centena de prêmios e condecorações, entre os quais a “Medalha Presidencial da Liberdade”, maior condecoração civil dos Estados Unidos, oferecida por Bill Clinton, em 2000; e o “World Tolerance Award”, outorgado para premiar seu compromisso com a justiça, a tolerância e a paz.



Também foi homenageado por movimentos de resistência de vários países europeus, recebeu “Medalhas da Liberdade” na Holanda e em Luxemburgo, e a Medalha de Ouro do Congresso americano. Foi nomeado Cavalheiro da Legião de Honra, na França, e seu trabalho em prol dos refugiados foi reconhecido pelas Nações Unidas.



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Sua vida

Simon Wiesenthal nasceu em 31 de dezembro de 1908, em Buczacz, na Galícia, então parte do Império Austro-húngaro, hoje Lvov, na Ucrânia. Recusado pelo Instituto Politécnico de sua cidade natal pelas cotas restritivas a alunos judeus, fez seus estudos na Universidade de Praga, onde se formou em Arquitetura, em 1932.



Em 1936 casou-se com Cyla. Trabalhava, então, em um escritório de arquitetura. Em 1939 a Alemanha e a União Soviética assinaram um pacto de não-agressão mútua e dividiram entre si a Polônia. O exército russo ocupava Lvov, promovendo as famosas purgas dos elementos “burgueses”: especificamente dos comerciantes, pequenos industriais e outros profissionais judeus. Seu padrasto foi preso e morreu na prisão; seu meio-irmão foi baleado; ele perdeu o trabalho e tornou-se mecânico em uma fábrica de molas para camas. Wiesenthal salvou-se e à sua família da deportação para a Sibéria subornando um comissário de polícia.




Quando em 1941 os alemães ocuparam Lvov, ele e Cyla foram enviados a um campo de trabalhos forçados, cujos prisioneiros cuidavam da manutenção da rede ferroviária. No ano seguinte, a máquina terrível do genocídio nazista estava em pleno andamento e Simon e Cyla haviam perdido 89 membros de sua família, entre eles a mãe de Simon. O tipo físico de Cyla – loira de olhos azuis – permitia que ela passasse por ariana, e Simon fez um acordo com a resistência polonesa: trocou mapas ferroviários detalhados, feitos por ele mesmo, por documentos falsos e um salva-conduto de saída do campo para a mulher, que passou a viver em Varsóvia como “Irene Kowalska”.



Ele conseguiu fugir em 1943, mas foi recapturado no ano seguinte e enviado novamente ao campo de Janovska. Com o avanço do Exército Vermelho, para evitar que fossem enviados ao front, as SS decidiram manter vivos os 34 prisioneiros que ainda restavam dos 149 mil que havia inicialmente no campo. Durante a marcha de retirada rumo ao Ocidente, que passou pelo campo de Buchenwald e terminou em Mauthausen, no norte da Áustria, pouquíssimos prisioneiros sobreviveram.




Quando, em 5 de maio 1945, o campo de Mauthausen foi libertado pelos americanos, Simon pesava menos que 50 quilos. Assim que recuperou suas forças, começou a reunir provas das atrocidades cometidas pelos nazistas para a seção dos crimes de guerra do exército americano. Além desse trabalho, dirigia o Comitê Judaico da Áustria, uma organização assistencial beneficente.


No final de 1945, Simon e Cyla se reencontraram e se reuniram novamente, após anos acreditando que o outro morrera. Um ano depois, nasceu sua filha Pauline.






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Pesquisa: Site Morashá.
Fotos: Internet



Morto aos 96 anos, foi sepultado em Israel, por decisão da comunidade hebraica internacional.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Fotografia de Warllen Silva


Vencedor do premio' Wedding Awards 2011'
Subcategoria: vencedor(a)/fotógrafo(a):
*Emoção: Warllen Silva.


*Clique na fotografia para visualiza-la em tamanho grande.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Poema de NELLY SACHS


TERRA DE ISRAEL

Não cantos de luta vos vou eu cantar
Irmãos, expostos ante as portas do mundo.
Herdeiros dos salvadores da luz, que da areia
arrancaram os raios enterrados
da eternidade.
Que nas mãos seguraram
astros cintilantes como troféus de vitória.

Não canções de luta
vos vou eu cantar
Amados,
só estancar o sangue
e as lágrimas, que gelaram nas câmaras da morte,
degelá-las.

E buscar as lembranças perdidas
que rescendem proféticas através da Terra
e dormem sobre a pedra
em que os canteiros dos sonhos enraízam
e a escada da nostalgia
que ultrapassa a Morte.

(in Poemas de Nelly Sachs, tradução de Paulo Quintela, Portugália editora, 1967 - original de Terra de Istrael / Land Israel, 1951)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Fotografando o sul de Minas Gerais - na lente de Antonio Carlos Januário, -








O entardecer (Quando o sol se vai) pelo advogado, fotografo e amigo Antonio Carlos Januário, Minas Gerais - Brasil -

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Henryk Szeryng


Henryk Szeryng (Żelazowa Wola, 1918 - Kassel, 1988) foi um renomado violinista, pedagogo, filantropo e diplomata judeu, da Polônia, tendo-se tornado mais tarde cidadão mexicano.

Era filho de um rico industrial, e com três anos já começava a ter lições de piano de sua mãe. Com sete anos escolheu o violino como seu instrumento. Seu primeiro professor foi Maurice Frenkel. Deu seu primeiro concerto em 1933, que teve tão grande sucesso que imediatamente foi contratado para uma tournée mesmo sendo ainda um estudante. Ouvindo-o nesta ocasião, Bronislaw Huberman recomendou que se aperfeiçoasse com Carl Flesch. Mais tarde continuou seus estudos com Jacques Thibaud e Gabriel Bouillon no Conservatório de Paris, recebendo o Primeiro Prêmio em 1937, o que o inseriu definitivamente na escola francesa de violino. Também estudou composição com Nadia Boulanger, e através dela conheceu figuras importantes como Heitor Villa-Lobos, Alfred Cortot, Manuel Ponce, Igor Stravinsky e Maurice Ravel.


Na II Guerra Mundial foi alistado pelo governo polonês no exílio como oficial de ligação e intérprete, dando mais de 300 concertos para as tropas aliadas na Europa, África e América. Em 1942 encontrou-se com o premier polonês, refugiado no México, que buscava asilo para mais de 4 mil poloneses. Sensibilizado pela acolhida mexicana aos refugiados, voltou ao México em 1943, quando o governo local lhe ofereceu o posto de diretor do departamento de cordas da Universidade Nacional do México, a fim de que reorganizasse a escola mexicana de violino. Por seu trabalho cultural recebeu a cidadania mexicana em 1948, foi indicado em 1956 como Embaixador da Cultura, e em 1970 Conselheiro Musical Especial da delegação permanente do México junto à UNESCO, sendo o primeiro artista a viajar com passaporte diplomático. Dominava oito idiomas.


Foi um dos violinistas que mais deixaram gravações. Redescobriu a partitura do terceiro concerto de Paganini e foi o primeiro a registrá-lo em disco. Diversos compositores escreveram peças para ele, incluindo Manuel Ponce, Camargo Guarnieri, Xavier Montsalvatge e Julian Carrillo. Seu repertório ia de Bach até os contemporâneos. Recebeu vários prêmios por suas gravações, entre eles o Grand Prix du Disque (seis vezes), o Grammy Award, o Wiener Flötenuhr, o Prêmio Edison e o Golden Record. Entre os títulos recebidos se contam a Ordem Polonia Restituta da Polônia, o grau de Comendador da República Italiana, o de Oficial da Coroa da Bélgica e da Legião de Honra da França, o de Comandante da Ordem de Alfonso X o Sábio, da Espanha, e da Ordem de São Carlos, de Mônaco.

Seus instrumentos também eram célebres, e os doou quase todos, retendo apenas o Guarnerius Leduc e o Pierre Hel 1935, uma cópia do Guarnerius Le Roi Joseph. Possuiu o Stradivarius Hercules que pertencera a Eugene Ysaye, e depois o doou à cidade de Jerusalém para que fosse usado nos concertos da Filarmônica local; doou seu Stradivarius Villaume, uma cópia do Stradivarius Messias, ao príncipe Rainier III de Mônaco, e seu Guarnerius Sancta Theresia foi dado de presente à cidade do México, e outros instrumentos foram deixados para seus alunos.

Henryk Wieniawski


BRIEF BIOGRAPHY

Henryk Wieniawski was born on 10 July 1835 in Lublin. Wieniawski owes his early introduction to the world of music to his mother, Regina, a professional pianist and the daughter of a Warsaw physician. His mother was also the driving force behind his musical training and subsequent development into a violin child prodigy. At the age of five he began violin lessons and three years later was admitted to the Paris Conservatory, overcoming the obstacles of being underaged and of foreign nationality. After completing with gold medal the accelerated course of study at the Conservatory he remained in Paris perfecting his technique under the care of professor Joseph L.Massart. It was then that he met in his mother's Paris salon of the two most famous Polish emigrees: Adam Mickiewicz (poet) and Fryderyk Chopin. Wieniawski's first, somewhat childish,compositions were written during that time (he was thirteen years old).


He returned to the Paris Conservatory and was joined by his brother Josef, where both studied composition until 1850. Wieniawski then embarked upon the unrelenting schedule of concert tours and performances which he was to continue almost throughout his life. While traveling he met Belgian violinist and composer Henri Vieuxtemps; a fellow Pole, Stanislaw Moniuszko, to whom he dedicated Allegro de Sonate op.2; Karol Lipinski, another Polish violin virtuoso and competitor of Paganini; also Robert Schumann and Anton Rubinstein.



The latter was instrumental in securing for Wieniawski a three year contract as the soloist of the court and court theaters in St. Petesburg. Wieniawski's arrangement in St Petersburg was later extended three more times (each time on terms more favorable to the artist) so that he resided there with his family from 1860 until 1872. While fulfilling the terms of his contract he also became involved as a teacher in the Russian Music Society run by his friend Anton Rubinstein and directed a newly founded string quartet. Through these various means he exerted a lasting influence on the development of the Russian violin school. The terms of the contract allowed Wieniawski extensive travel time during the spring and summer when he continued touring Europe on a busy schedule of concerts and social appearances.


In 1872, after his last contract in St. Petersburg had run its course, he resumed the life of the traveling virtuoso with a two-year tour of North America. Upon his return in 1875 he accepted a position of the professor of violin at the Brussels Conservatory but still maintained an extensive calendar of traveling and perfoming engagements. Since his North American tour, which exhausted him, his health continued to deteriorate. He died of an aggravated heart condition on 31 March 1880, in Moscow, in the midst of yet another concert tour. He was forty five at the time of his death.

During his life time he was unquestionably considered "a violinist of genius," an artist of great individuality, intensity of expression, and original technique. The influence of his technique is still evident in the style of some violinists of the Russian School.

The comparatively modest body of compositional work which he left behind attests to the demands of the life of the traveling virtuoso. Compositional forms favored by Wieniawski are consistent with the trends of his times. He composed variations, fantasies, capriccios, larger forms, such as concertos, and smaller lyrical forms (also called pieces de salon) - elegies, reveries, miniatures . In most of his early compositions, including the violin Concerto in F-sharp minor (1853), he put emphasis on technical difficulty and virtuoso effects. They were performance pieces which he composed with himself as a performer in mind. His work from these early years is said to exhibit the various influences of Paganini, Ernst and Vieuxtemps.

Wieniawski's grueling travel and concert schedule obviously interfered with his work as a composer. The relatively stable period of his residence in St. Petersburg (1860-1872) yielded the finest of his compositional works: Etudes-caprices op.18, Polonaise Brillante op.21, and the Second Violin Concerto in D-minor. The latter, a small masterpiece, has become a standard in the violin repertoire. While demonstrating the virtuoso possibilities of the violin technique,the composition is also characterized by Romantic lyricism and passionate melodic expression.

Wieniawski's interest in creating a "national" style of Polish music is evident in the mazurkas and polonaises he continued to compose throughout his career. In those works the influence of Chopin and Wieniawski's own genius produced a singular combination of noble simplicity of melodic line and mature, artistic sophistication. This great virtuoso-composer remains well respected today; in Poland his name is honored by International.