[..] "Naquela noite, no meu saco de dormir, no chão da cabana, sonhei que um castor enorme subia na minha jaqueta-travesseiro. Isso me acordou e eu senti alguma coisa movendo no meu cabelo e depois se retirando pro chão.No feixe de luz da minha lanterna, havia uma pequena ratinha de patas brancas e em sua boca um grande chumaço do que parecia ser meu cabelo. Ela saiu correndo pra um canto onde havia um braço de cadeira quebrado. Esperei no escuro e ela subiu de novo na minha cabeça e suas pequenas mãozinha rosadas e seus dentes cortaram o comprimento necessário de cabelo para aquele ninho. Voltei a dormir pensando o quanto era bom saber que o homem, a única verdadeira praga na Natureza teve, por fim, uma utilidade para ao menos uma "pessoinha" naquele vasto deserto."
Dr. Harry Lillie, Médico americano de Dakota do Sul.
That night in my sleeping bag on the floor of the cabin, I dreamed a big beaver was climbing gently on to my jacket pillow. It woke me and I felt something moving at my hair, then retreating to the floor. In the beam of my torch, there was a little White Footed mouse; and in her mouth a great faggot of what looked suspiciously like my hair. She scampered off to where an old broken piece of armchair lay in a corner. I waited in the dark and she was back almost at once and up at my head, her tiny pink hands and teeth cutting the required lengths for that nest. I went to sleep again thinking it was so nice to know that man, the only true pest in Nature, was at last of some use to at least one little person in that vast wilderness.
You radiant sunflowers that abound on Thirtieth Street and Tenth Avenue spectacular where no one would expect you, but I know, my birthday comes around, to look there for you lush on barren ground with your coarse leaves and buds cut like beau- tiful emeralds.
Let me pick a few of these wildflowers native among abandoned trucks and empty freightcars and warehouses and bring them home and put them in a vase. I cannot look away. Their symmetry is Mediterranean and their energy Northern, and each has the majesty of the sun alone in the blue sky.
Paul Goodman, by "Homespun of Oatmeal Gray - Poems by Paul Goodman". Vintage Books (Random House) New York, 1970.
Neste mundo o lindo é necessário. Há mui poucas funções tão importantes como esta de ser encantadora. Que desespero na floresta se não houvesse o colibri! Exalar alegrias, irradiar venturas, possuir no meio das coisas sombrias uma transmutação de luz, ser o dourado do destino, a harmonia, a gentileza, a graça, é favorecer-te. A beleza basta ser bela para fazer bem. Há criatura que tem consigo a magia de fascinar tudo quanto a rodeia; às vezes nem ela mesmo o sabe, e é quando o prestígio é mais poderoso; a sua presença ilumina, o seu contato aquece; se ela passa, ficas contente; se para, és feliz; contemplá-la é viver; é a aurora com figura humana; não faz nada, nada que não seja estar presente, e é quanto basta para edenizar o lar doméstico; de todos os poros sai-lhe um paraíso; é um êxtase que ela distribui aos outros, sem mais trabalho que o de respirar ao pé deles. Ter um sorriso que - ninguém sabe a razão - diminui o peso da cadeia enorme arrastada em comum por todos os viventes, que queres que te diga? é divino.
Eduardo Hernández Asiain (La Habana, 17 de mayo de 1911 — Corella, Navarra,11 de Mayo de 2010 )
Violinista cubano, discípulo de Enrique Fernández Arbós y compañero de Ataúlfo Argenta, uno de los mejores violinistas del siglo XX. Sus interpretaciones de los grandes clásicos han destacado no solo por su técnica, sino por el sentimiento transmitido en su manera de tocar y de vivir la música.
Ha brillado especialmente por sus interpretaciones de las obras de Pablo Sarasate y por piezas clásicas como son las Sonatas para violín y piano de Johann Sebastian Bach.
Nace en La Habana en 1911, en el seno de una familia española. Siguiendo los pasos de su padre (compositor y violinista natural de Corella - Navarra España), se inicia en el aprendizaje del violín, en cuya interpretación ha llegado a alcanzar un relevante lugar que le sitúa entre los mejores violinistas del siglo XX.
Inicia sus estudios musicales a muy temprana edad y ofrece su primer concierto en público a los siete años.
A los catorce obtiene el primer premio de Violín en el Conservatorio Nacional de La Habana, siendo nombrado concertino de la Orquesta Sinfónica de La Habana.
En 1932 se traslada con su familia a Madrid, profundizando sus estudios con los maestros Arbós y Bordas.
Obtiene el premio extraordinario Pablo Sarasate en el Real Conservatorio de Música de Madrid. También logra galardones en el Certamen Internacional de Violinistas, organizado por Unión Radio; en el Concurso Nacional de Violinistas y el Concurso de Música de Cámara, promovidos por el Ministerio de Educación.
Pensionado por la Real Academia de Bellas Artes de Madrid, amplía sus estudios en el extranjero y ofrece numerosos conciertos de gran éxito en Europa y América.
A partir de 1954, actúa como solista con la Orquesta de la Sociedad de Conciertos Pasdeloup de París, Radiodifusión Francesa y Belga, Orquesta Nacional de España, Orquesta Sinfónica de Bilbao, Orquesta de Cámara de Madrid y Orquesta Sinfónica y de Cámara de San Sebastián, de la que es su creador.
En 1968 fue nombrado Primer Violín del Cuarteto Clásico de RTVE con el que realizó un gran número de conciertos y grabaciones, en España y en otros países.
Realiza giras por Estados Unidos de América, destacando su actuación con la Long Beach Symphony Orchestra de California, donde obtiene un gran éxito interpretando el Concierto para violín en Re de Tchaikovsky.
Don Eduardo Hernández Asiaín, murio el dia 11 de Mayo de 2010 en Corella, Navarra donde paso sus ultimos años.
... os grilos agora tilintam e a luz da lua impregna as árvores de um bálsamo. Meu amor, se possível me aguarda, retorno a ti, clara a trilha que agora aos meus olhos se abre.
Linda homenagem da querida amiga Leila Derzi, ao poeta Fernando Campanella, pela passagem de seu aniversário.Clique na foto para ler.
Obs: Uma vez aberta uma foto individual, clique no lado direito do mouse e vá a 'Go full screen' (Tela grande) para melhor visualizar o belíssimo trabalho da querida amiga.
Arthur Rubinstein (Łódź,Polônia a 28 de janeiro de 1887 — Faleceu em Genebra, 20 de dezembro de 1982) foi um pianista polonês e judeu, que é muito conhecido como um dos melhores pianistas virtuosos do século XX. Foi aclamado internacionalmente por suas perfomances de Chopin e Brahms. Rubinstein começou a tocar piano muito cedo, com apenas três anos. Aos 6 anos, tocou em público pela primeira vez.
Entrou para o Conservatório de Varsóvia aos oito anos, onde foi aluno de Paderewski e Ludomir Rozyck. Prosseguiu seus estudos em Berlim com Heinrich Barth, apresentando um recital em 1900. Em 1906 apresentou-se em Nova Iorque, como solista da Orquestra da Philadelphia. Volta a morar na Europa. Em Paris, atua como professor de piano. Durante a 1ºGuerra Mundial, atua como intérprete militar em Londres. Apresenta-se em duo com o violinista Eugène Ysaye. Em 1916 visita a Espanha, onde interpreta composições de Granados e Manuel de Falla. A Fantasia Bética, deste último, é dedicada à Rubinstein. Em 1919 vem ao Brasil, e conhece Villa-Lobos. Interessa-se pelas modernas composições deste, e torna-se responsável pela divulgação de suas mais famosas composições.
Em sua homenagem, Villa-Lobos escreveu seu Rudepoema(1926). Rubinstein também interpretava composições de seu compatriota e amigo Karol Szymanowski. Stravinsky dedicou-lhe os 3 Movimentos de Petruschka(1921) - considerada sua mais difícil obra para piano. Em 1928,conhece Aniela Mlynarski, com quem viria a casar-se em 1932. A partir de então, renova sua técnica, e depois de algum tempo dedicado a intensivos estudos apresenta-se nos EUA em 1937.
Desde então, tem sua reputação de grande intérprete assegurada. Nos anos da 2ºGuerra Mundial, muda-se para os Estados Unidos, e em 1946 obtém cidadania americana. Rubinstein apresentou-se em muitos países - As Américas, Europa, África, Ásia e Oceania - e tornou-se uma celebridade. Suas gravações, sempre muito bem recebidas, revelam um extenso repertório: Chopin (integral das obras para piano), Schumann, Granados, Falla, Prokofiev, Villa-Lobos e Stravinsky, e música de câmara, além de concertos de Chopin, Brahms, Beethoven, Mozart,Schumann, Grieg, Tchaikovsky, Rachmaninoff e Saint-Säens.
Rubinstein revelava extrema modéstia quando falava de si próprio. Sua personalidade mostrava interesse não apenas em música, mas nos pequenos e refinados momentos de prazer que a vida oferece. Sua última atuação pública deu-se em 1976, quando já estava com 89 anos, na sala de espetáculos londrina Wigmore Hall, onde tocara pela primeira vez quase 70 anos antes.
Hill was born Solomon Krakovsky ,February 24, 1922 in Seattle, Washington. After serving four-years in the Naval Reserve, Hill made his first New York stage appearance in Ben Hecht's A Flag is Born in 1946, which also featured a young Marlon Brando. Hill says his big break came when he landed a small part in the hit Broadway show Mister Roberts. "The director, Joshua Logan, thought I had some ability and he let me create one of the scenes," says Hill. "So I improvised dialog and it went in the show. That was my first endorsement. It gave me tremendous encouragement to stay in the business." Hill said this was a thrilling time in his life when fresh out of the service he played the hapless sailor Stefanowski. "You could almost smell it from the very first reading that took place - this is going to be an overwhelming hit," said Hill. "We all felt it, and experienced it and were convinced of it, and we were riding the crest of a wave from the very first day of rehearsals."
In 1947, Hill became a founding member of Lee Strasberg's Actors Studio alongside such other actors as Marlon Brando, Montgomery Clift and Julie Harris. Hill made his film debut in 1950 in Lady Without a Passport. He then re-enlisted in the Navy in 1952 for two years and when he completed his service resumed his acting in earnest. Strasberg later said, "Steven Hill is considered one of the finest actors America has ever produced". When he was starting out as an actor, Hill sought out roles that had a social purpose. "Later I learned that show business is about entertaining," he says. "So I've had to reconcile my idealistic feelings with reality".
Hill was particularly busy in the so-called "Golden Age" of live TV drama, appearing in such prestigious video offerings as The Trial of Sacco and Vanzetti in 1960 earning him an Emmy nomination for his portrayal of Bartolomeo Vanzetti. "When I first became an actor, there were two young actors in New York: Marlon Brando and Steven Hill," said Martin Landau. "A lot of people said that Steven would have been the one, not Marlon. He was legendary. Nuts, volatile, mad and his work was exciting". In 1961, Hill had an unusual experience when he appeared as Sigmund Freud on Broadway in Henry Denker's A Far Country portraying Freud at the age of 35. On April 12, 1961 Hill was stricken with a virus the night of a sold out performance for the Masters Children's Center of Dobbs Ferry. As a result the producers decided to cancel the performance just as the curtain was about to go up. Among the notables in the audience were Joseph P. Kennedy, Jack Benny and Richard Rodgers. The audience was invited to exchange its ticket stubs for other performances. The understudy was not ready to replace Hill, so Alfred Ryder, the play's director stepped into the role of Freud for one performance. Hill's early screen credits include The Goddess and A Child is Waiting.
Hill was the original leader of the Impossible Missions Force, Dan Briggs in the series Mission: Impossible beginning in 1966. The phrase "Good morning, Mr. Briggs..." was a fixture early in each episode as it began a tape recording he retrieved which detailed the task he must accomplish, however he left the show in 1967 after the end of the first season. As one of the few Orthodox Jewish actors working in Hollywood, he made it clear in advance of production that he was not able to work on the Sabbath (i.e., sundown Friday to dusk Saturday), and that he would be leaving the set every Friday before sundown. However, despite Hill's advance warnings, the show's producers were unprepared for his rigid adherence to the Sabbath, and on at least one occasion Hill left the set while an episode was still in the midst of filming.
Hill was briefly suspended from the show near the end of the season, during the production of episode no. 23 (entitled Action!). The suspension was imposed after he refused to climb the rafters via a soundstage staircase, as was called for in the script. (This incident was unrelated to any religious observances of Hill's.) Consequently, Hill was written out of that episode, and when he returned to Mission: Impossible for the five remaining episodes of the season, his role was severely reduced. Hill was not asked to return for season 2, and was replaced as the show's star by Peter Graves.
Hill returned to work in the 1980s and 1990s, playing parental and authority-figure roles in such films as Yentl (1983), Neil Simon's Brighton Beach Memoirs, Heartburn (1986), and Billy Bathgate (1991). Hill also appeared as a mob kingpin in Raw Deal (1986), an action vehicle for Arnold Schwarzenegger.
Hill is best known as Adam Schiff in the NBC TV drama series Law & Order, a part that he played for ten seasons (1990–2000). Hill's character is loosely modeled after the real district attorney of New York, Robert Morgenthau and it is reported that Morgenthau was a fan of the character. Hill says playing Adam Schiff is the hardest role he's ever had because of all the legal jargon he has to learn. "It's like acting in a second language," says Hill. Hill adds that he agrees with the show's philosophy. "There's a certain positive statement in this show," Hill says. "So much is negative today. The positive must be stated to rescue us from pandemonium. To me it lies in that principle: law and order." Hill earned another Emmy nomination for Best Supporting Actor In a Dramatic Series in 1997. At the time of his departure, Hill was the longest-serving cast member. Along with Law & Order castmate Sam Waterston, Hill has also appeared in commercials for T.D. Waterhouse, an investment brokerage.
Appearing in the play A Far Country in 1961 had a profound effect on Hill's later life. In one scene, a patient screams at Freud, "You are a Jew!"; this caused Hill to think about his religion. "In the pause that followed I would think, 'What about this?' I slowly became aware that there was something more profound going on in the world than just plays and movies and TV shows. I was provoked to explore my religion". He was inspired by the late Skverrer Rebbe, to adhere to strict Orthodox Judaism, observing a kosher diet, praying three times a day, wearing a four-cornered fringed garment beneath his clothes, and strictly observing the Shabbat. This made Hill unavailable for Friday night or Saturday matinee performances and effectively ended his stage career and closed many roles to him in the movies, most notably The Sand Pebbles.
Fred Astaire, nome artístico de Frederick Austerlitz (Omaha, 10 de Maio de 1899 — Los Angeles, 22 de Junho de 1987) foi um ator e dançarino estado-unidense. Estaria comemorando hoje 111 anos de idade.
Antes de Fred Astaire estrear no cinema, os dançarinos apareciam nos filmes apenas "em partes": os pés, as cabeças e os torsos eram compostos na sala de edição. Astaire, por sua vez, exigia ser filmado de corpo inteiro. Para isso eram necessários longos ensaios - certa vez chegou a três meses com dez horas diárias de trabalho, com repetições feitas passo a passo e movimentos de câmara acompanhando a coreografia. Em seus filmes, Astaire conseguiu dar nova emoção a dança, fosse ela banal ou repleta de tragicidade.Sua interpretação enriquecia-se pelo que James Cagney chamava de "o toque do vagabundo". Sempre trajado a rigor, seu charme tornou-se lendário.
Fez sua primeira apresentação no palco aos cinco anos com a irmã Adele, que o acompanhava em revistas musicais nos anos 1920, em Londres. Estreou no cinema em 1915, fazendo uma pequena ponta e em 1933 apareceu ao lado de Joan Crawford em Dancing lady. Nesse mesmo ano atuou no primeiro de uma série de dez filmes ao lado de Ginger Rogers. Os dois formavam uma parceria impecável (Ele dava classe a ela, ela dava sex-appeal a ele, explicou certa vez um diretor de estúdio). Hollywood tinha razão ao lhe conferir um Oscar especial em 1949, por sua contribuição à técnica dos musicais no cinema. Ginger Rogers, claro, foi quem lhe entregou o prêmio.
Estudioso de dança e sempre buscando novos passos e ritmos, aos 17 anos conheceu o compositor George Gershwin e a amizade dos dois teria um impacto profundo na carreira de ambos. Durante os anos 1920 e começo dos anos 1930, Astaire e Adele se apresentaram na Broadway e em palcos londrinos justamente em musicais compostos por Gershwin, entre eles Lady Be Good (1924), Funny Face (1927), e A Roda da Fortuna (1931). Quando Aldele se casou em 1932, a dupla se separou de vez.
Em 1933 casou-se com Phyllis Potter, que morreu em 1954 com quem teve dois filhos, Fred e Ava. Ele deixou de ser dançarino em 1968 para passar a interpretar papéis dramáticos. Fora dos estúdios não gostava de dançar e dizia que as danças de salão o entediavam. Grande fã de corrida de cavalos, voltou a se casar em 1980 com a jóquei Robbin Smith, 35 anos mais nova que ele.
O arquiteto americano Frank O. Gehry projetou um edifício em Praga, República Tcheca, em homenagem ao casal Fred & Ginger. O edifício toma a forma do casal e parece mostrá-los em plena dança.
Reza a lenda que no seu primeiro teste para o cinema ele foi avaliado da seguinte maneira: Não sabe interpretar, é ligeiramente calvo e sabe dançar. Muitos anos mais tarde, a única pessoa que podia rivalizar com seu talento, Gene Kelly, declarou: "A dança em filmes começou com Fred Astaire".
Mesmo no começo de carreira, Astaire tinha liberdade total para desenvolver suas coreografias e, num feito quase inédito na época, recebia uma porcentagem da bilheteria. Inovou a maneira de se filmar cenas musicais exigindo que a câmera ficasse parada ("ou os dançarinos giram ou a câmera", dizia ele) e também fazendo a música e a dança casar com o enredo do filme.
Em 1939, Astaire deixou a RKO e passou a agir como freelancer dançando com Eleanor Powell em Broadway Melody, de 1940, com Bing Crosby em Holiday Inn, de 1942 e Romance Inacabado, de 1946, onde cantou a música que mais ficaria atrelada à sua figura, Puttin' on the Ritz. Nessa fase, apareceu também ao lado de Rita Hayworth, Lucille Ball e na única parceira com Gene Kelly no filme Ziegfeld Follies, em 1946. Neste mesmo ano, anunciou sua aposentadoria e foi cuidar de suas duas grandes paixões: fundou o Fred Astaire Dance Studio (que vendeu em 1966) e passava o tempo em corrida de cavalos.
Entretanto em 1948, foi chamado para substituir Gene Kelly, que estava machucado, em Desfile de Páscoa, contracenando com Judy Garland e Ann Miller. Nos anos 50, apareceu em inúmeros filmes musicais, com destaque para Núpcias Reais, de 1951 (onde literalmente sobe as paredes em uma cena), A Roda da Fortuna, de 1953, e Meias de Seda, 1957, ambos com Cyd Charisse, e ainda Cinderela em Paris, com Audrey Hepburn.
Finalmente, em 1959, Astaire se aposentou dos filmes musicais e fez sua primeira aparição em uma atuação dramática no filme A Hora Final, sobre os efeitos de uma hecatombe nuclear. Acabou indo dançar na televisão e seu programa An Evening with Fred Astaire, que ganhou nove prêmios Emmy somente na temporada de estréia. Continuou a atuar mesmo na terceira idade e fez pontas em Inferno na Torre, de 1974 (recebendo uma indicação ao Oscar por seu papel), Era uma vez em Hollywood, um documentário sobre os anos clássicos da dança no cinema, e no cult trash Os Incríveis Dobbermans, de 1976. Sua última aparição foi em Histórias de Fantasmas ao lado de dois outros grandes monstros do cinema antigo, Melvyn Douglas e Douglas Fairbanks Jr.
Fred Astaire morreu de pneumonia em junho de 1987. Pontuou suas rotinas de dança com graça, elegância, leveza e originalidade. Perfeccionista ao extremo, exigia muitos ensaios e inúmeras refilmagens de cena, tanto que no filme Imagine, de John Lennon, fez uma aparição-surpresa que consistia simplesmente em conduzir Yoko Ono para dentro de um prédio, mas Astaire quis fazê-la duas vezes para ficar bom. Deixou como legado sua dança e o indefectível fraque, sempre acompanhado de uma cartola. Um estilo que dificilmente aparecerá de novo.
Manuel María Ponce Cuéllar (8 December 1882 – 24 April 1948) was a Mexican composer active in the 20th century. His work as a composer, music educator and scholar of Mexican music connected the concert scene with a usually forgotten tradition of popular song and Mexican folklore. Many of his compositions are strongly influenced by the harmonies and form of traditional songs. Born in Fresnillo, Zacatecas, Ponce moved with his family to the city of Aguascalientes only a few weeks after his birth and lived there until he was 15 years old.
He was famous for being a "musical prodigy"; according to his biographers, he was barely four years of age when, after having listened to the piano classes received by his sister, Josefina, he sat in front of the instrument and interpreted one of the pieces that he had heard. Immediately, his parents had him receive classes in piano and musical notation.
In 1901 Ponce entered the National Conservatory of Music, already with a certain prestige as a pianist and composer. There he remained until 1903, the year in which he returned to the city of Aguascalientes. This was only the beginning of his travels. In 1904 he traveled to Italy for advanced musical studies at the School of Bologna.
He studied in Germany as a pupil of Martin Krause at the Stern conservatory in Berlin between 1906 and 1908.
After his years abroad, Ponce returned to Mexico to teach piano and music history at the National Conservatory of Music from 1909 to 1915 and from 1917 to 1922. He spent the intervening years of 1915 to 1917 in Havana, Cuba.
In 1912 he composed his most famous work "Estrellita" (little star), which is not a normal love song, as is usually thought, but "Nostalgia Viva" (live nostalgia).
That same year, Ponce gave in the "Arbeau Theater" a memorable concert of Mexican popular music which, though it scandalized ardent defenders of European classical music, became a landmark in the history of the national song.
Heitor Villa-Lobos (1887-1959), who met Ponce in Paris in the 1920s, wrote “ I remember that I asked him at that time if the composers of his country were as yet taking an interest in native music, as I had been doing since 1912, and he answered that he himself had been working in that direction. It gave me great joy to learn that in that distant part of my continent there was another artist who was arming himself with the resources of the folklore of his people in the struggle for the future musical independence of his country. [1] ”
With valuable activity promoting music of the country and writing melodías like "Estrellita", "A la orilla de un palmar", "Alevántate", "La Pajarera", "Marchita el Alma" and "Una Multitud Más", Ponce gained the honorific title Creator of the Modern Mexican Song. He was also the first Mexican composer to project popular music onto the world stage: "Estrellita", for example, has been part of the repertoire of the main orchestras of the world and countless singers, although quite often the interpreter ignores the origin of the song as well as its author.
In 1947 he received the National Science and Arts Prize.
He was married to Clementina Maurel, next to whom he died in Mexico City. His body was buried in the Roundhouse of the Illustrious Men in the Pantheon of Dolores in Mexico City. In his honor there is a board of recognition by the state of Aguascalientes at the base of the column of The Exedra, next to the fountain from a spring dedicated to this musical poet, in the city of Aguascalientes where he grew up and first studied music.
Ponce wrote music for solo instruments, chamber ensembles, and orchestra. His piano and guitar works outnumber those dedicated to other solo instruments within the set of pieces we know.
An important group of Ponce's works were previously unknown to the public, as self-proclaimed heir Carlos Vázquez, a Mexican piano performer and educator who studied with Ponce, kept most of the original manuscripts in his possession. Most of them were finally donated to the National School of Music (UNAM) in Mexico City, as an analytic catalogue of his works could still be published.
One of Ponce's melodies still heard today in various arrangements is "Estrellita" (1912).
Bibliography / Sources
* Corazón Otero: Manuel M. Ponce y la guitarra, Mexico 1980. First published in English by Musical New Services Limited, UK in 1983, 1994 ISBN 0-933224-84-2 * "Andrés Segovia, Manuel M. Ponce, Miguel Alcázar, Peter Segal: "The Segovia - Ponce Letters", Columbus, OH, Editions Orphée, 1989 ISBN 0-936186-29-1 * Ricardo Miranda Pérez, Grove Music Online
Agradeço a amiga Regina Helena a lembrança pela passagem do dia de meu nascimento. Fiquei surpresa e muito sensibilizada pelo lindo trabalho que ela me dedicou. Não tenho palavras para agradecer, somente pedir a Deus que esteja sempre com ela, e compartilhar com os amigos as coisas mais belas de minha vida, que tão bem colocou nesse carinhoso livro. Muito obrigada, obrigada cunhada de coração! Maria Madalena 28/04/2010
Andrés Segóvia nasceu em Linares (Jaén) em 21 de fevereiro de 1893. Faleceu em Madri, 3 de junho de 1987.
Aos 5 anos teve a ocasião de escutar pela primeira vez um violão, tocado por um músico flamengo; a primeira impressão que lhe produziu - ele mesmo contou - em um tosco rasgueado foi desagradável, mas logo seu canto o seduziu irremediavelmente. Em seus anos mais maduros, Segóvia afirmou:"Me gusta mucho el flamenco auténtico, que se toca con dedos fuertes, con brusquedad, pero desde dentro del alma", sin embargo, "la guitarra clásica y la flamenca son caras opuestas de la misma montaña, pero nunca se encuentram". Horrorizada, sua familia, frente à forte inclinação que o garoto sentia por um instrumento tão "vulgar", tentaram desviar sua atenção para o violino, o violoncelo ou o piano, mas tudo foi inútil. Aos 10 anos, e com a oposição familiar, mas com a absoluta determinação que sempre o caracterizaria, comprou seu primeiro violão e recebeu as primeiras lições: fora do Conservatório de Granada onde aprendia teoria musical, já que ali não se ensinava o violão. Lições que forçosamente foram muito breves, pois o pouco que podiam ensinar-lhe o aprendeu em poucas semanas. Assim, para seu bem, se viu forçado a ser autodidata, e conforme ele mesmo ressaltou, "no hubo serias desavenencias entre profesor y alumno". O único grande guitarrista que pode aprender algo diretamente, quando sua personalidade já estava bem formada, foi Miguel Llobet, discípulo de Tárrega.
Pouquíssimas vezes podemos afirmar em toda a história da música que somente uma pessoa tenha impulsionado um instrumento até o ponto de resultar no desenvolvimento decisivo do mesmo. Segóvia, aliás, enobreceu o violão, um instrumento mal visto no mundo da música séria e que quase não se cultivava dentro dele - estava mais limitado ao campo da música popular e do flamengo, e confinado portanto em festas e tavernas - convertendo-o em respeitável todas as partes, habitual e até imprescindível nos conservatórios e escolas de música do mundo inteiro. E, não bastando, impulsionou decisivamente a composição de peças pensadas expressamente para o violão, cuja literatura era muito escassa: Castelnuovo-Tedesco, Falla, Hindemith, Ibert, Jolivet, F. Martin, Milhaud, Moreno Torroba, Ponce, Rodrigo, Roussel, Tansman, Turina e Villa-Lobos são alguns dos grandes compositores que escreveram, graças ao estimulo de Segóvia, para o violão. Além disso, Segóvia transcreveu para o violão uma grande quantidade de obras compostas originalmente para alaúde, cravo e inclusive para piano (páginas de Chopin, Mendelssohn, Brahms, Grieg, Granados, Albéniz, Acriabin, Debussy, etc.)
Em pouco tempo, Segóvia desenvolveu uma técnica incomparável; aos 16 anos deu seu primeiro recital em Granada, com tão grande êxito que pode apresentar-se sucessivamente em outras cidades espanholas, culminando o ano de 1912 em Madrid, e levando-o em 1916 a um giro pela América do Sul. Sua apresentação em Paris, em 1924, graças ao apoio de Pablo Casals, causou verdadeira sensação, inclusive nos assistentes tão ilustres e exigentes como Paul Dukas e Manuel de Falla: assombraram, sobretudo, suas reveladores interpretações de Bach (transcrições feitas por ele mesmo), um patriarca da música, embora até então não suficientemente conhecido. E o fizeram enveredar pelo amplíssimo campo do repertório barroco que potencialmente se abria para o violão, o que foi se tornando uma realidade nos anos seguintes. Nesse mesmo ano tocou pela primeira vez em Londres, logo por toda a Europa - Rússia incluída - e em 1928 fez sua estréia nos Estados Unidos. Os triunfos foram sucedendo-se e sua fama se estendeu por todo o mundo. Em 1927 gravou em Londres seus primeiros discos - o primeiro violonista clássico que o fazia. Exatamente 50 anos depois gravaria em Madrid os últimos. cultivava o repertório, em boa parta esquecido, de seus predecessores espanhóis, virtuosos do violão de celebridade efêmera, e acertou em absorver suas técnicas, até então irreconciliáveis: Dionísio Aguado usava somente as unhas da mão direita, enquanto que Fernando Sor e Francisco Tárrega a ponta dos dedos. Segóvia compreendeu que, para obter toda a gama de sonoridades que o violão escondia, não podia limitar-se a uma ou a outra, senão combina-las. Assim, a riqueza de seu som, "de ferro e de veludo", como foi descrito, e com todos os graus e tonalidade de cor entre um e outro, foi algo sem precedentes...e é preciso reconhecer que nenhum de seus discípulos ou seguidores tem conseguido iguala-se neste aspecto.
Para a plena realização deste alcançe, também compreendeu Segóvia que seria preciso trabalhar estreitamente com os mais competentes construtores de violão (como Ramirez e Hauser), estimulando-lhes e aconselhando-lhes até conseguir violões capazes de uma maior suavidade ao invés de uma voz rotunda. A partir da Segunda Guerra Mundial, aprovou o uso, adotanto ele mesmo, das cordas de nylon. Em seus inumeráveis recitais ao longo de todos os continentes, Segovia tocava não somente em salas reduzidas, mas também em grandes auditórios, nos quais conseguia um clima de recolhimento e atenção que foi batizado como "o silêncio Segovia".
Mas sempre se negou a amplificar seu som; em realidade, e diferentemente de outros, não necessitava. "La guitarra no suena poco, sino lejos", costumava dizer.
Seu primeiro casamento foi com Paquita Madriguera, pianista discipula de Granados, tiveram dois filhos, Andrés e Beatriz. Mais de meio século depois, aos 77 anos de idade, Segovia engendrou seu terceiro filho, Carlos Andrés, com sua segunda esposa, Emilia del Corral. Em 3 de junho de 1987, Andrés Segóvia morria em Madrid depois de ter conseguido do mundo musical um reconhecimento tão alto e tão unanime como muito poucas vezes alguem tenha obtido. Basta somente um testemunho, de um dos maiores violinistas da primeira metade do século 20. Fritz Kreisler, quem afirmou que no século XX soube somente de dois interpretés verdadeiramente grandes, Pablo Casals e Andrés Segóvia (ambos espanhóis, curiosamente). De uma lucidez fora do comum até os seus últimos anos, Segovia continuou até o final ativo como concertista - sua última aparição publica foi em Miami, na primavera de 1978 (78 anos dando concertos) - e como pedagogo: as últimas aulas que ministrou foram em Nova York somente 3 meses antes de morrer. Quando, em uma ocasião, um amigo lhe perguntou porque não diminuia sua intensa atividade em uma idade tão avançada, respondeu: "Terei toda uma eternidade para descansar..." Distantes de terem perdido sua referencia depois de seu desaparecimento, permanece viva e extraordinariamente ativa em seus discípulos - Laurindo Almeida, Siegfried Behrend, Ernesto Bitetti, Carlos Bonell, Julian Bream, Leo Brouwer, Alirio Díaz, Eduardo Fernándz, Eliot Fisk, Oscar Ghiglia, Sharon Isbin, Alexandre Lagoya, Christopher Parkening, Ida Presti, Konrad Ragossnig, Pepe e Ángel Romero, John Williams, Kazukito Yamashita, Narciso Yepes... - e indiretos todos os demais, pois não há violonista clássico que não parta dele; inclusive no campo da música "ligeira" não lhe faltam alunos triunfantes como Chet Atkins e Charlie Byrd; até os Beatles disseram uma vez que "Segovia foi nosso papa". O inquestionável é que, graças a Segovia, o violão é hoje um instrumento popular e respeitado em todo o mundo.