Agradeço a amiga Regina Helena a lembrança pela passagem do dia de meu nascimento. Fiquei surpresa e muito sensibilizada pelo lindo trabalho que ela me dedicou. Não tenho palavras para agradecer, somente pedir a Deus que esteja sempre com ela, e compartilhar com os amigos as coisas mais belas de minha vida, que tão bem colocou nesse carinhoso livro. Muito obrigada, obrigada cunhada de coração! Maria Madalena 28/04/2010
Andrés Segóvia nasceu em Linares (Jaén) em 21 de fevereiro de 1893. Faleceu em Madri, 3 de junho de 1987.
Aos 5 anos teve a ocasião de escutar pela primeira vez um violão, tocado por um músico flamengo; a primeira impressão que lhe produziu - ele mesmo contou - em um tosco rasgueado foi desagradável, mas logo seu canto o seduziu irremediavelmente. Em seus anos mais maduros, Segóvia afirmou:"Me gusta mucho el flamenco auténtico, que se toca con dedos fuertes, con brusquedad, pero desde dentro del alma", sin embargo, "la guitarra clásica y la flamenca son caras opuestas de la misma montaña, pero nunca se encuentram". Horrorizada, sua familia, frente à forte inclinação que o garoto sentia por um instrumento tão "vulgar", tentaram desviar sua atenção para o violino, o violoncelo ou o piano, mas tudo foi inútil. Aos 10 anos, e com a oposição familiar, mas com a absoluta determinação que sempre o caracterizaria, comprou seu primeiro violão e recebeu as primeiras lições: fora do Conservatório de Granada onde aprendia teoria musical, já que ali não se ensinava o violão. Lições que forçosamente foram muito breves, pois o pouco que podiam ensinar-lhe o aprendeu em poucas semanas. Assim, para seu bem, se viu forçado a ser autodidata, e conforme ele mesmo ressaltou, "no hubo serias desavenencias entre profesor y alumno". O único grande guitarrista que pode aprender algo diretamente, quando sua personalidade já estava bem formada, foi Miguel Llobet, discípulo de Tárrega.
Pouquíssimas vezes podemos afirmar em toda a história da música que somente uma pessoa tenha impulsionado um instrumento até o ponto de resultar no desenvolvimento decisivo do mesmo. Segóvia, aliás, enobreceu o violão, um instrumento mal visto no mundo da música séria e que quase não se cultivava dentro dele - estava mais limitado ao campo da música popular e do flamengo, e confinado portanto em festas e tavernas - convertendo-o em respeitável todas as partes, habitual e até imprescindível nos conservatórios e escolas de música do mundo inteiro. E, não bastando, impulsionou decisivamente a composição de peças pensadas expressamente para o violão, cuja literatura era muito escassa: Castelnuovo-Tedesco, Falla, Hindemith, Ibert, Jolivet, F. Martin, Milhaud, Moreno Torroba, Ponce, Rodrigo, Roussel, Tansman, Turina e Villa-Lobos são alguns dos grandes compositores que escreveram, graças ao estimulo de Segóvia, para o violão. Além disso, Segóvia transcreveu para o violão uma grande quantidade de obras compostas originalmente para alaúde, cravo e inclusive para piano (páginas de Chopin, Mendelssohn, Brahms, Grieg, Granados, Albéniz, Acriabin, Debussy, etc.)
Em pouco tempo, Segóvia desenvolveu uma técnica incomparável; aos 16 anos deu seu primeiro recital em Granada, com tão grande êxito que pode apresentar-se sucessivamente em outras cidades espanholas, culminando o ano de 1912 em Madrid, e levando-o em 1916 a um giro pela América do Sul. Sua apresentação em Paris, em 1924, graças ao apoio de Pablo Casals, causou verdadeira sensação, inclusive nos assistentes tão ilustres e exigentes como Paul Dukas e Manuel de Falla: assombraram, sobretudo, suas reveladores interpretações de Bach (transcrições feitas por ele mesmo), um patriarca da música, embora até então não suficientemente conhecido. E o fizeram enveredar pelo amplíssimo campo do repertório barroco que potencialmente se abria para o violão, o que foi se tornando uma realidade nos anos seguintes. Nesse mesmo ano tocou pela primeira vez em Londres, logo por toda a Europa - Rússia incluída - e em 1928 fez sua estréia nos Estados Unidos. Os triunfos foram sucedendo-se e sua fama se estendeu por todo o mundo. Em 1927 gravou em Londres seus primeiros discos - o primeiro violonista clássico que o fazia. Exatamente 50 anos depois gravaria em Madrid os últimos. cultivava o repertório, em boa parta esquecido, de seus predecessores espanhóis, virtuosos do violão de celebridade efêmera, e acertou em absorver suas técnicas, até então irreconciliáveis: Dionísio Aguado usava somente as unhas da mão direita, enquanto que Fernando Sor e Francisco Tárrega a ponta dos dedos. Segóvia compreendeu que, para obter toda a gama de sonoridades que o violão escondia, não podia limitar-se a uma ou a outra, senão combina-las. Assim, a riqueza de seu som, "de ferro e de veludo", como foi descrito, e com todos os graus e tonalidade de cor entre um e outro, foi algo sem precedentes...e é preciso reconhecer que nenhum de seus discípulos ou seguidores tem conseguido iguala-se neste aspecto.
Para a plena realização deste alcançe, também compreendeu Segóvia que seria preciso trabalhar estreitamente com os mais competentes construtores de violão (como Ramirez e Hauser), estimulando-lhes e aconselhando-lhes até conseguir violões capazes de uma maior suavidade ao invés de uma voz rotunda. A partir da Segunda Guerra Mundial, aprovou o uso, adotanto ele mesmo, das cordas de nylon. Em seus inumeráveis recitais ao longo de todos os continentes, Segovia tocava não somente em salas reduzidas, mas também em grandes auditórios, nos quais conseguia um clima de recolhimento e atenção que foi batizado como "o silêncio Segovia".
Mas sempre se negou a amplificar seu som; em realidade, e diferentemente de outros, não necessitava. "La guitarra no suena poco, sino lejos", costumava dizer.
Seu primeiro casamento foi com Paquita Madriguera, pianista discipula de Granados, tiveram dois filhos, Andrés e Beatriz. Mais de meio século depois, aos 77 anos de idade, Segovia engendrou seu terceiro filho, Carlos Andrés, com sua segunda esposa, Emilia del Corral. Em 3 de junho de 1987, Andrés Segóvia morria em Madrid depois de ter conseguido do mundo musical um reconhecimento tão alto e tão unanime como muito poucas vezes alguem tenha obtido. Basta somente um testemunho, de um dos maiores violinistas da primeira metade do século 20. Fritz Kreisler, quem afirmou que no século XX soube somente de dois interpretés verdadeiramente grandes, Pablo Casals e Andrés Segóvia (ambos espanhóis, curiosamente). De uma lucidez fora do comum até os seus últimos anos, Segovia continuou até o final ativo como concertista - sua última aparição publica foi em Miami, na primavera de 1978 (78 anos dando concertos) - e como pedagogo: as últimas aulas que ministrou foram em Nova York somente 3 meses antes de morrer. Quando, em uma ocasião, um amigo lhe perguntou porque não diminuia sua intensa atividade em uma idade tão avançada, respondeu: "Terei toda uma eternidade para descansar..." Distantes de terem perdido sua referencia depois de seu desaparecimento, permanece viva e extraordinariamente ativa em seus discípulos - Laurindo Almeida, Siegfried Behrend, Ernesto Bitetti, Carlos Bonell, Julian Bream, Leo Brouwer, Alirio Díaz, Eduardo Fernándz, Eliot Fisk, Oscar Ghiglia, Sharon Isbin, Alexandre Lagoya, Christopher Parkening, Ida Presti, Konrad Ragossnig, Pepe e Ángel Romero, John Williams, Kazukito Yamashita, Narciso Yepes... - e indiretos todos os demais, pois não há violonista clássico que não parta dele; inclusive no campo da música "ligeira" não lhe faltam alunos triunfantes como Chet Atkins e Charlie Byrd; até os Beatles disseram uma vez que "Segovia foi nosso papa". O inquestionável é que, graças a Segovia, o violão é hoje um instrumento popular e respeitado em todo o mundo.
The immortality of the soul is demonstrated by many proofs; but to see it as it really is-not as we now behold it, marred by communion with the body and other miseries-you must contemplate it with the eye of reason in its original purity; and then its beauty will be revealed. ... When a person starts on the discovery of the Absolute by the light of the reason only, without the assistance of the senses, and never desists until by pure intelligence he arrives at the perception of the absolute Good, he at last finds himself at the end of the intellectual world...
Poem / quote n° 3639 : Plato, (Athènes, 427 — id., 347 av. J.-C.), Classical Greek philosopher, founder of the Academy in Athens., Philosophy / Platonism Source : Republic, 611B-C and 532B ; Jowett
Glenn Herbert Gould (25 de setembro de 1932; 4 de Outubro de 1982)
Foi um genial e renomado pianista canadense, conhecido especialmente por suas gravações de Johann Sebastian Bach. Suas gravações das Variações Goldberg são consideradas um marco na música ocidental do século XX. Gould abandonou as apresentações ao vivo em 1964, dedicando-se, desde então, apenas às gravações em estúdio, pelo resto de sua carreira, com um estilo de tocar muito peculiar, muitas vezes excêntrico.
Gould nasceu com o nome de Glenn Gold, em Toronto, Ontario. Sua família era protestante e mudou o seu nome logo após o seu nascimento, temendo que ele fosse confundido com um judeu, com isso, seu nome foi mudado de Gold para Gould para protegê-lo da onda de anti-semitismo que havia tomado o Canadá na década de 1930. Depois de aprender piano com sua mãe, cujo avô era um sobrinho de Edward Grieg, Gould matriculou-se no Royal Conservatory of Music em Toronto, quando tinha apenas 10 anos. Ali, estudou piano com Alberto Guerrero, órgão com Frederick C. Silvester, e teoria musical com Leo Smith.
Há uma teoria segundo a qual Glenn Gould sofria desde a infância de uma forma menor de autismo, a síndrome de Asperger. Ausência de empatia, desinteresse pelas relações humanas, algumas obsessões (como a hipocondria) fazem parte dessa síndrome.
Em 1945, fez sua primeira apresentação pública, tocando órgão, e no ano seguinte a sua primeira aparição com uma orquestra (a Toronto Symphony Orchestra), em uma performance do Concerto no. 4 para piano e orquestra, de Beethoven. Seu primeiro recital público seguiu-se em 1947 e sua primeira apresentação na rádio CBC aconteceu em 1950. Este foi o começo de uma longa associação com o rádio e com as gravações em disco em geral. Em 1957, em plena era da Guerra Fria, Gould promoveu uma turnê pela União Soviética. Ele foi o primeiro cidadão do continente norte-americano a tocar ali depois da II Guerra Mundial.
No dia 10 de abril de 1964, Gould tocou em sua última apresentação pública, em Los Angeles, Califórnia, e pelo resto de sua vida se concentrou em outros interesses, como as gravações, escritas, transmissão de rádio e televisão, documentários e composição (ainda que tenha, de fato, produzido poucas composições).
Gould morreu em 1982, em Toronto, depois de sofrer um derrame. Seu corpo foi sepultado no cemitério Mount Pleasant, em Toronto.
(Born Berthold Heinrich Kämpfert; 16 October 1923(Barmbek, Hamburg, Germany – Died 21 June 1980 (aged 56)Majorca- Spain) Was a German orchestra leader and songwriter. He made easy listening and jazz-oriented records, and wrote the music for a number of well-known songs, such as "Strangers in the Night" (originally recorded by Ivo Robić) and "Spanish Eyes"
He was born in Hamburg, Germany - where he received his lifelong nickname, Fips - and studied at the School of Music there. A multi-instrumentalist, he was hired by Hans Busch to play with his orchestra before serving as a bandsman in the German Navy during World War II. He later formed his own big band, toured with them, then worked as an arranger and producer, making hit records with Freddy Quinn and Ivo Robić. In 1961, he hired The Beatles to back Tony Sheridan on My Bonnie (Lies Over the Ocean), When the Saints Go Marching In, Ain't She Sweet and Cry for a Shadow, in a session for Polydor, the Beatles' first commercial recordings.
Kaempfert's own first hit with his orchestra had been in 1960, with Wonderland by Night. Many of his tunes became better known as hits for other artists:
* Strangers in the Night (with words by Charles Singleton and Eddie Snyder, originally recorded by Ivo Robić), was originally recorded as part of his score for the 1965 film A Man Could Get Killed. It became a #1 hit for Frank Sinatra in 1966. * Wooden Heart, sung by Elvis Presley in the film GI Blues was a hit in 1961. A cover of "Wooden Heart" performed by Joe Dowell became a big hit in the summer of 1961, reaching #1 on the Billboard Hot 100, on August 28 of that year. Bert arranged this traditional German folk song for the Presley movie. * His instrumental Moon Over Naples, when given words by Snyder, became Spanish Eyes, originally a hit for Al Martino and also recorded by Engelbert Humperdinck, Presley, and many others. * Danke Schoen, with words added by Kurt Schwabach and Milt Gabler, became Wayne Newton's signature song. * L-O-V-E, with words added by Milt Gabler, was a hit for Nat King Cole * Almost There, Andy Williams * His 90 Minuten nach Mitternacht (Terror After Midnight) movie theme, with lyrics added by Herb Rehbein and Joe Seneca, became a pop ballad called Love After Midnight, recorded by both Patti Page (1964) and Jack Jones (1966). * Tenderly, Three O'Clock in the Morning, Red Roses for a Blue Lady , and other American standards which Bert recorded, were covered frequently by other easy-listening or middle-of-the-road performers. * A jazzier number called A Swingin' Safari was the initial theme tune for the long-running TV game show, The Match Game used on the NBC version from 1962-67. A Swingin' Safari also hit the Billboard charts by Billy Vaughn, the single release peaking at #13 in the summer of 1962. Another 1962 single, That Happy Feeling, became well-known as background music for children's television programming, most notably that of Sandy Becker on his daily WNEW-TV (now WNYW) show in New York between 1963 and 1967. * Tahitian Sunset was sampled extensively by the lo-fi dance artists Lemon Jelly as their track In the Bath. * The instrumental That Happy Feeling became a well-known theme song for one of the New York City children's shows, hosted in the early 1960's, by Sandy Becker.
Kaempfert's orchestra made extensive use of horns. A couple of numbers that featured brass prominently, Magic Trumpet and The Mexican Shuffle, were played by both Kaempfert's orchestra and by the Herb Alpert & the Tijuana Brass, whose initially Mariachi style, in fact, evolved towards the Kaempfert style as the 1960s progressed. The Brass covered Magic Trumpet, and Kaempfert returned the favor by covering Brass compadre Sol Lake's number, The Mexican Shuffle. The latter tune evolved into a TV ad, The Teaberry Shuffle.
Many of his hits during this period were composed and arranged with the help of fellow German Herb Rehbein, who became a successful bandleader in his own right. Rehbein's death in 1979 shook Kaempfert deeply. Both Kaempfert and Rehbein were posthumously inducted into the Songwriters Hall of Fame.
In 1967 jazz clarinetist Pete Fountain recorded the album Pete Fountain Plays Bert Kaempfert in Hamburg, Germany with musicians from Kaempfert’s orchestra. It featured Kaempfert’s signature hits.
In 1967 the Anita Kerr Singers released the LP Bert Kaempfert Turns Us On!, a tribute to Keampfert featuring the standard hits.
In 1968 jazz trumpeter Al Hirt recorded the album Al Hirt Plays Bert Kaempfert. It, too, featured Kaempfert’s major hits.
In 1970 Johnny Mathis issued a double-LP album set, Sings the Music of Bacharach & Kaempfert, for Columbia. It consisted of a total 21 tracks in a heavyweight gatefold picture sleeve. The Kaempfert tracks were done in his arrangement style, and the Bacharach tracks were done in the American’s unique upbeat style.
By the 1970s, sales of Kaempfert's music had dropped off somewhat, but he continued to record (his version of the Theme from Shaft was admired by Isaac Hayes himself)[citation needed] and remained popular with audiences. He expanded the musical scope of his band and recorded in a wide variety of styles. He also began to play live concerts with his orchestra, beginning in 1974, with a successful appearance at London's Royal Albert Hall. A cigarette smoker (as illustrated on the posthumous Best of CD), he died suddenly, at the age of 56, following a stroke at his home on Majorca, shortly after a successful appearance in Britain.
Kaempfert used many musicians who were available in Germany and other parts of Europe, including many of the same players who played for James Last, Kai Warner and Roberto Delgado. He featured such top soloists as trumpeters Charly Tabor, Werner Gutterer, Manfred Moch and Ack van Rooyen, trombonists Ake Persson and Jiggs Whigham, and sax/flute player Herb Geller. Drummer Rolf Ahrens supplied the characteristically simple but steady beat, often playing just a snare drum with brushes.
Another contributor to Kaempfert's music was guitarist/bassist Ladislav "Ladi" Geisler, who popularized the famous "knackbass" (crackling bass) sound, which became the most distinctive feature of many Kaempfert recordings - a treble staccato bass guitar sound in which the bass string was plucked with a pick and immediately suppressed to cancel out any sustain. It was Geisler who lent his guitar amplifier to The Beatles for their recording session with Tony Sheridan, after the band's own equipment proved to be inadequate for recording purposes.[citation needed]
A chuva, no pátio em que a olho cair, desce em andamentos muito diversos. No centro, é uma fina cortina (ou rede) descontínua, uma queda implacável mas relativamente lenta de gotas provavelmente bastante leves, uma precipitação sempiterna sem vigor, uma fração intensa do meteoro puro. A pouca distância das paredes da direita e da esquerda caem com mais ruído gotas mais pesadas, individuadas. Aqui parecem do tamanho de um grão de trigo, lá de uma ervilha, adiante quase de uma bola de gude. Sobre o rebordo, sobre o parapeito da janela a chuva corre horizontalmente ao passo que na face inferior dos mesmos obstáculos ela se suspende em balas convexas. Seguindo toda a superfície de um pequeno teto de zinco abarcado pelo olhar, ela corre em camada muito fina, ondeada por causa de correntes muito variadas devido a imperceptíveis ondulações e bossas da cobertura. Da calha contígua onde escoa com a contenção de um riacho fundo sem grande declive, cai de repente em um filete perfeitamente vertical, grosseiramente entrançado, até o solo, onde se rompe e espirra em agulhetas brilhantes. Cada uma de suas formas tem um andamento particular; a cada uma corresponde um ruído particular. O todo vive com intensidade, como um mecanismo complicado, tão preciso quanto casual, como uma relojoaria cuja mola é o peso de uma dada massa de vapor em precipitação. O repique no solo dos filetes verticais, o gluglu das calhas, as minúsculas batidas de gongo se multiplicam e ressoam ao mesmo tempo em um concerto sem monotonia, não sem delicadeza. Quando a mola se distende, certas engrenagens por algum tempo continuam a funcionar, cada vez mais lentamente, depois toda a maquinaria pára. Então, se o sol reaparece, tudo logo se desfaz, o brilhante aparelho evapora: choveu.
Francis Jean Gaston Alfred Ponge (Montpellier, France, 27 March 1899 - 6 August 1988) (Trad: Júlio Castañon Guimarães)
Poemas selecionados do blogger 'Meus poemas favoritos'.Uma seleção e formatação de Regina Helena.
Todos E-Books aqui presentes, foram um presente da minha especial amiga, escritora e webdesign, Regina Helena, a quem agradeço de todo coração. Suplico a Deus que esteja sempre com ela, principalmente nessas horas tão sensíveis que vem enfrentando... Que o Senhor sempre esteja contigo e ilumine os caminhos que deves percorrer.
Trechos no notável escritor Gabriel García Márques, nascido em Aracataca, Colômbia, 06/03/1927. Ganhador do Premio Nobel de Literatura em 1982.Vive atualmente em Cuba. Formatação de Regina Helena.
E-Book, formatado pela amiga Regina Helena, uma verdadeira designer em arte para bloggers, livros on-line etc... Clique na pontinha do livros para ler os poemas. (Aceita encomendas)
Se for consultar o psicanalista, confio em Deus que ele permita que se sente também ao nosso lado um dermatologista, pois sinto que tenho cicatrizes nas mãos por tocar em certas pessoas. E por mais que penso o quanto mudei, não sou outra pessoa, sou eu, cada vez mais eu, cada vez mais perto da última personagem que na tela das minhas memórias irá surgir a seu tempo, vinda do nada, renascida do meio de tudo...
J.D. Salinger (Manhattan,New York, January 1, 1919 – January 27, 2010)
(Hebrew: רודולף סרקין, Russian: Рудольф Сёркин, March 28, 1903 – May 8, 1991, Guilford, Vermont) was a Bohemian-born pianist.)
He was born in Eger, Bohemia, Austro-Hungarian Empire (now Cheb, Czech Republic) to a Russian-Jewish family.
Hailed as a child prodigy, Serkin was sent to Vienna at the age of 9, where he studied piano with Richard Robert and, later, composition with Joseph Marx making his public debut with the Vienna Philharmonic at 12. From 1918 to 1920 he studied composition with Arnold Schoenberg and participated actively in Schoenberg's Society for the Private Performance of Music. He began a regular concert career in 1920, living in Berlin with the German violinist Adolf Busch and his family, which included a then 3-year-old daughter Irene, whom Serkin would marry 15 years later. In the 1920s and early 1930s, Serkin performed throughout Europe both as soloist and with Busch and the Busch Quartet. With the rise of Hitler in Germany in 1933, Serkin and the Busches (who were not Jewish but who vehemently opposed the Nazi regime) left Berlin for Basel, Switzerland.
In 1933 Serkin made his first United States appearance at the Coolidge Festival in Washington, D.C., where he performed with Adolf Busch. In 1936 he launched his solo concert career in the U.S. with the New York Philharmonic under Arturo Toscanini. The critics raved, describing him as "an artist of unusual and impressive talents in possession of a crystalline technique, plenty of power, delicacy, and tonal purity." In 1937, Serkin played his first New York recital at Carnegie Hall.
Shortly after the outbreak of World War II in 1939, the Serkins and Busches emigrated to the United States, where Serkin taught several generations of pianists at the Curtis Institute of Music in Philadelphia. From 1968 to 1976 he served as the Institute's Director. He lived with his growing family first in New York, then in Philadelphia, as well as on a dairy farm in rural Guilford, Vermont. In 1951, Serkin and Adolf Busch founded the Marlboro Music School and Festival near Brattleboro, Vermont with the goal of stimulating interest in and performance of chamber music in the United States. He made many recordings (primarily with Columbia) from the 1940s into the 1980s, including one at RCA Victor of Beethoven's Piano Concerto No. 4 in 1944, with the NBC Symphony Orchestra conducted by Toscanini. Serkin admired the music of Max Reger, which he discovered while working with Adolf Busch. In 1959, he became the first pianist in the United States to record Reger's Piano Concerto, Op. 114, with Eugene Ormandy and the Philadelphia Orchestra.
Serkin was awarded the Presidential Medal of Freedom in 1963 and in March 1972 celebrated his 100th appearance with the New York Philharmonic by playing Johannes Brahms's Piano Concerto No. 1. The orchestra and board of directors also named Serkin an honorary member of the New York Philharmonic-Symphony Society, a distinction also conferred on Aaron Copland, Igor Stravinsky, and Paul Hindemith. In 1986, he celebrated his 50th anniversary as a guest artist with the orchestra. He is also regarded as one of the primary interpreters of the music of Beethoven in the 20th century.
Revered as a musician's musician, a father figure to a legion of younger players who came to the Marlboro School and Festival, and a pianist of enormous musical integrity, he toured all over the world and continued his solo career and recording activities until illness prevented further work in 1989. He died of cancer on May 8, 1991, aged 88, at home on his Guilford, Vermont farm.
He and Irene were the parents of seven children (one of whom died in infancy), including pianist Peter Serkin. They also had fifteen grandchildren. Irene Busch Serkin died in 1998.
Rudolf Serkin play Beethoven, Sonata No. 26 "Les Adieux".