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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008


Andres Segovia, Estudo nº1 para violão,Heitor Villa-Lobos.


"Considero minhas obras como cartas que escrevi à posteridade, sem esperar resposta."
Villa-Lobos

'Heitor Villa-Lobos"



Nasceu nooRio de Janeiro, 5 de março de 1,887
e faleceu no Rio de Janeiro, 17 de novembro de 1.959.

Ccompositor brasileiro, célebre por unir música com sons naturais.

Aprendeu as primeiras lições de música com o pai, Raul Villa-Lobos, funcionário da Biblioteca Nacional, que morreu em 1899. Ele lhe ensinara a tocar violoncelo usando improvisadamente uma viola, devido ao tamanho de "Tuhu" (apelido de origem indígena que Villa-Lobos tinha na infância). Sozinho, aprendeu violão na adolescência, em meio às rodas de choro cariocas, às quais prestou tributo em sua série de obras mais importantes: os Choros, escritos na década de 1920. Casou-se em 1913 com a pianista Lucília Guimarães.

Após viagens pelo Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, no final da década de 1910, ingressou no Instituto Nacional de Música, no Rio de Janeiro, mas não chegou a concluir o curso, devido à desadaptação - e descontentamento - com o ensino acadêmico.

Suas primeiras peças tiveram alguma influência de Puccini e Wagner, mas a de Stravinsky foi mais decisiva, como se vê nos balés Amazonas e Uirapuru (ambos de 1917). Apesar de suas obras terem aspectos da escrita européia, Villa-Lobos sempre fundia suas obras com aspectos da música realizada no Brasil. Utilizava sons da mata, de eventos indígenas, africanos, cantigas, choros, sambas e outros gêneros muito utilizados no país. O meio acadêmico desprezava o que escrevia, até que uma turnê do pianista polonês Arthur Rubinstein pela América do Sul, em 1918, proporcionou uma amizade sólida, que abriria as portas para a mudança de Villa-Lobos para Paris, em 1923.

Na Semana de Arte Moderna, em 1922, ficou famoso um episódio em que o compositor é chamado ao palco e entra com um dos pés calçado de sapato e o outro de sandália, com uma atadura chamativa no dedão. Interpretada como uma atitude de vanguardismo provocativo, Villa-Lobos é vaiado; depois viria a explicar que o ferimento era verdadeiro, demonstrando sua ingenuidade ante as reações ardorosas despertadas pelo evento.
Passou duas longas temporadas na França, o maior reduto musical da época, através da ajuda financeira da família Guinle. Residiu em Paris entre 1923 e 1924, e de 1926 a 1930, quando voltou ao Brasil para participar de um programa de educação musical do governo de Getúlio Vargas. Nesse tempo, a influência de Stravinsky foi sobrepujada pela da música brasileira, seja a indígena, seja a dos chorões. Essas duas vertentes são bastante marcantes nos catorze Choros. Os temas nordestinos viriam a se fazer mais presentes na década de 1930, ao lado da inspiração reencontrada em Bach.
O ano de 1930 deu novo rumo à vida do compositor, pois conseguiu concretizar seu projeto de introduzir a disciplina Canto Orfeônico (coral) nas escolas de ensino médio de todo o país, por intermédio da confiança depositada pelo interventor do Estado de São Paulo, João Alberto, aliado de Getúlio Vargas. Foi professor catedrádico de Canto Orfeônico do Colégio Pedro II,no Rio de Janeiro.

Desse projeto, destacaram-se os concertos ao ar livre com a participação de milhares de alunos. Um desses concertos, no estádio São Januário, contou com quarenta mil vozes e a presença do presidente Getúlio Vargas. Em 1936, pediu separação de sua primeira esposa e se uniu com Arminda d'Almeida Neves, a "Mindinha", com quem viveu até a morte.

Na década de 1940, Villa-Lobos conheceu os Estados Unidos. Teve ótima aceitação de suas obras e a definitiva aclamação. Diversas orquestras estado-unidenses lhe encomendaram novas composições, bem como de instrumentistas renomados que lá moravam ou se apresentavam. Se na metade de sua vida, seu eixo fora Rio-Paris, agora passava a ser Rio-Nova Iorque. Mesmo com o sucesso, nunca foi rico; também não teve filhos. Em 1947, em Nova Iorque, sofreu a primeira intervenção cirúrgica para tratar do problema que iria tirar-lhe a vida doze anos mais tarde, pouco mencionado em suas biografias: o câncer de bexiga, causado por seu vício em charutos. Recuperou-se e ganhou mais vigor para compor.

Na sua última década de vida surgiram as cinco últimas sinfonias, os seis últimos quartetos de cordas, quase todos os concertos (exceto o primeiro para piano e o primeiro para violoncelo), sua ópera Yerma, a suíte A Floresta do Amazonas e diversas obras de câmara, como a Fantasia Concertante para Violoncelos (1958) e o Quinteto Instrumental, para flauta, violino, viola, violoncelo e harpa (1957). Em nova viagem a Paris, em 1955, gravou algumas de suas obras mais importantes, regendo a ORTF (Orquestra da Rádio-Teledifusão Francesa), mais de sete horas de música, remasterizadas na década de 1990, e atualmente disponíveis em CD. Em 1959, regeu sua última gravação, à frente da Symphony of the Air, justamente A Floresta do Amazonas, e voltou para o Rio de Janeiro, onde veio a falecer poucos meses depois, em sua casa.


Villa-Lobos se incomodava muito com o título de compositor brasileiro. Ele sempre fazia questão de dizer que era compositor do mundo, afinal ninguém fala de outros compositores como Mozart, Bach, etc., dizendo que são de determinados países.

Prêmios:

Entre os títulos mais importantes que recebeu, está o de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Nova Iorque; foi o primeiro presidente da Academia Brasileira de Música e regeu onze orquestras brasileiras e quase setenta na Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, Cuba, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Inglaterra, Israel, Itália, México, Portugal, Suíça, Uruguai e Venezuela.

Estilo:


A música de Villa-Lobos é, sobretudo, sui generis: o compositor nunca chegou a possuir um estilo definido. Se tanto, é possível encontrar preferências por alguns recursos estilísticos: combinações inusitadas de instrumentos (que muitas vezes prejudicaram a expressividade da música), arcadas bem puxadas nas cordas, uso de percussão popular, imitação de cantos de pássaros (recurso no qual era mestre, só tendo um único concorrente: o francês Olivier Messiaen; ambos nunca se conheceram).

Não defendeu nem se enquadrou em nenhum movimento, e continuou por muito tempo desconhecido do público no Brasil e atacado impiedosamente pelos críticos, dentre os quais Oscar Guanabarino, seu eterno opositor. Ainda assim, sempre foi fiel a seu próprio impulso interior para compor: "Minha música é natural, como uma cachoeira", disse certa vez. Essa obediência a seu instinto o tornou o mais prolífico compositor erudito do século XX; somente alguns barrocos, como Telemann, possuem mais obras do que Villa-Lobos.

Esse instinto pela natureza mesma da palavra não era disciplinado, e essa indisciplina se manifestou muitas vezes numa harmonia (uso de acordes) excessivamente livre, quando fazia uma peça deliberadamente tonal, e numa orquestração inadequada - sua vida desprogramada, às vezes tendo de se render às necessidades do dia-a-dia, colaborou para que diversas obras ficassem sem um melhor acabamento.

Villa-Lobos, porém, sempre se recusou a fazer revisões, aceitava seus "monstros", como ele chamava os rascunhos que rabiscava em guardanapos, e nunca usou a palavra "acabamento": não se concentrava numa obra só e logo passava às idéias novas que lhe surgiam, na sala de sua casa, num navio ou num trem. Por outro lado, é possível encontrar composições onde recorreu a melodias já usadas antes, tal qual em Magdalena.

Esses problemas, todavia, não estão presentes em três de suas peças mais conhecidas. O Trenzinho do Caipira é uma magistral amostra de uso dos instrumentos de uma orquestra imitando o som de um trem. A Cantilena das Bachianas n° 5, originalíssima em sua instrumentação, possui um contraponto simples, mas muito correto. A Introdução das Bachianas n° 4 - matéria-prima do Samba em Prelúdio, de Baden Powell e Vinícius de Morais - apresenta progressões harmônicas bem trabalhadas e que casam perfeitamente com o clímax romântico do meio do movimento.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Jascha Heifetz



Born in February 2, 1901(?)(1901-02-02) Vilna, Lithuania,Russian Empire.
Died in December 10, 1987 (aged 86)Los Angeles, California,United States.


Heifetz was born of Jewish descent in Vilnius, Lithuania, then part of the Russian Empire.
There is controversy over his birth year, which is sometimes placed a year or two earlier to 1899 or 1900.
It is possible that his mother said he was two years younger to make him seem like more of a prodigy. His father, Reuven Heifetz, was a local violin teacher and served as the concertmaster of the Vilnius Theatre Orchestra for one season before the theatre closed down. Jascha took up the violin when he was three years old and his father was his first teacher. At five he started lessons with Ilya D. Malkin, a former pupil of Leopold Auer. He was a child prodigy, making his public debut at seven, in Kovno (now Kaunas, Lithuania) playing the Violin Concerto in E minor by Felix Mendelssohn. In 1910 he entered the Saint Petersburg Conservatory to study under Leopold Auer.

He played in Germany and Scandinavia, and met Fritz Kreisler for the first time in a Berlin private house together with other noted violinists in attendance. Kreisler, after accompanying the 12-year-old Heifetz at the piano in a performance of the Mendelssohn Concerto, said to all present, "We may as well break our fiddles across our knees." Heifetz visited much of Europe while still in his teens. In April 1911, Heifetz performed in an outdoor concert in St Petersburg before 25,000 spectators; there was such a sensational reaction that police officers needed to protect the young violinist after the concert. In 1914, Heifetz performed with the Berlin Philharmonic conducted by Arthur Nikisch. The conductor was very impressed, saying he had never heard such an excellent violinist.
On October 27, 1917, Heifetz played for the first time in the United States at Carnegie Hall and became an immediate sensation. Fellow violinist Mischa Elman in the audience asked "Do you think it's hot in here?", whereupon Leopold Godowsky, in the next seat, imperturbably replied, "Not for pianists."

Heifetz was elected as an honorary member of Phi Mu Alpha Sinfonia, the national fraternity for men in music, by the fraternity's Alpha chapter at the New England Conservatory of Music in Boston. As he was age 16 at the time, he was perhaps the youngest person ever elected to membership in the organization. Heifetz remained in the country and became an American citizen in 1925. When he told admirer Groucho Marx he had been earning his living as a musician since the age of seven, Groucho answered, "And I suppose before that you were just a bum."
Heifetz is considered to be one of the greatest violinists of the twentieth century. Heifetz had an immaculate technique and a tonal beauty that many violinists still regard as unequalled. Yet, from time to time his near-perfect technique and conservative stage demeanor caused some critics to accuse him of being overly mechanical, even cold. Virgil Thomson called Heifetz' style of playing "silk underwear music", a term he did not intend as a compliment. Even so, many other critics agree he infused his playing with feeling and reverence for the composers' intentions. His style of playing was highly influential in defining the way modern violinists approach the instrument. His use of rapid vibrato, emotionally charged portamento, fast tempos, and superb bow control coalesced to create a highly distinctive sound that make Heifetz's playing instantly recognizable to aficionados.

The violinist Itzhak Perlman, who himself is noted for his rich warm tone and expressive use of portamento, describes Heifetz's tone as like "a tornado" because of its emotional intensity. In creating his sound, Heifetz was very particular about his choice of strings.
For his entire career he used a silver wound tricolore gut g-string, plain gut unvarnished d- and a-strings, and a Goldbrokat steel e-string medium including clear hill rosin sparingly. Heifetz believed that playing on gut strings was important in rendering an individual sound.
Heifetz made his first recordings in Russia during 1910-11, while still a student of Auer. The existence of these recordings was not widely known until after Heifetz's death, when several sides (most notably Schubert's L'Abeille) were reissued on an LP included as a supplement to The Strad magazine.

Shortly after his Carnegie Hall debut on November 7, 1917, Heifetz made his first recordings for the Victor Talking Machine Company; he would remain with Victor and its successor, RCA Victor, for most of his career. For several years, in the 1930s, Heifetz recorded primarily for HMV in the UK because RCA cut back on classical recordings during the Great Depression; these discs were issued in the US by RCA Victor. Heifetz often enjoyed playing chamber music. Various critics have blamed his limited success in chamber ensembles to the fact that his artistic personality tended to overwhelm his colleagues. Some notable collaborations include his 1940 recordings of piano trios by Beethoven, Franz Schubert, and Brahms with cellist Emanuel Feuermann and pianist Arthur Rubinstein as well as a later collaboration with Rubinstein and cellist Gregor Piatigorsky, with whom he recorded trios by Maurice Ravel, Tchaikovsky, and Felix Mendelssohn. Both formations were sometimes referred to as the Million Dollar Trio.

He recorded the Beethoven Violin Concerto in 1940 with the NBC Symphony Orchestra conducted by Arturo Toscanini, and again in stereo in 1955 with the Boston Symphony Orchestra conducted by Charles Münch. A live performance of Heifetz playing the Mendelssohn Violin Concerto, again with Toscanini and the NBC Symphony, has also been released.

He performed and recorded Erich Wolfgang Korngold's violin concerto, at a time when many classical musicians avoided Korngold's music because they did not consider him a "serious" composer after he wrote many film scores for Warner Brothers.

After an only partially successful operation on his right shoulder in 1972 Heifetz ceased giving concerts and making records. Although his prowess as a performer remained intact and he continued to play privately until the end, his bow arm was affected and he could never again hold the bow as high as before.
Rudolf Koelman (left) with Jascha Heifetz

Heifetz taught the violin extensively, first at UCLA, then at the University of Southern California, with his friend Gregor Piatigorsky. For a few years in the eighties he also held classes in his private studio at home in Beverly Hills. His teaching studio can be seen today in the main building of the Colburn school, where it is now used for masterclasses and serves as an inspiration to the students there. During his teaching career Heifetz taught, among others, Erick Friedman, Carol Sindell, Adam Han-Gorsky, Robert Witte, Yuval Yaron, Elizabeth Matesky, Claire Hodgkins, Yukiko Kamei, Rudolf Koelman, Varujan Kojan, Sherry Kloss, Elaine Skorodin, Eugene Fodor, and Ayke Agus. Heifetz died at Cedars-Sinai Medical Center in Los Angeles, California. It was rumored that Heifetz was such a strict discipline observer that the main gate of his Beverly Hills home were closed sharp at the appointment time of his classes to shut out students who arrived late.

Heifetz owned the 1714 Dolphin Stradivarius, the 1731 "Piel" Stradivarius, the 1736 Carlo Tononi, and the 1742 ex David Guarneri, del Gesù, the latter of which he preferred and kept until his death. The Dolphin Strad is currently owned by the Nippon Music Foundation. The Heifetz Tononi violin used at his 1917 Carnegie Hall debut was left in his will to Sherry Kloss, Master-Teaching Assistant to Heifetz, with "one of my four good bows" (Violinist/Author Kloss wrote "Jascha Heifetz Through My Eyes, and is Co-Founder of the Jascha Heifetz Society). The famed Guarneri is now in the San Francisco Legion of Honor Museum, as instructed by Heifetz in his will, and may only be taken out and played "on special occasions" by deserving players. The instrument has recently been on loan to San Francisco Symphony concertmaster Alexander Barantschik.

In 1989, Heifetz received a posthumous Grammy Lifetime Achievement Award.

Wikipédia.





Jascha Heifetz



Por oitenta e três de seus oitenta e seis anos, Jascha Heifetz
(2 de Fevereiro de 1901 - 10 de Dezembro de 1987)
tocou violino e, em sessenta de seus oitenta e seis anos, ele fez isso em frente a platéias imensas em todo o mundo. Desde seu primeiro concerto orquestrado em São Petersburgo no dia 30 de Abril de 1911, ele expôs sua arte ao mundo através de mais de dois milhões de quilômetros de viagens ao redor do globo, inúmeras aparições em rádios e participações em produções cinematográficas.

Heifetz começou a tocar em um pequeno violino, dado a ele por seu pai, professor de violino local, quando a família ainda vivia na cidade de Vilna, na Rússia (atualmente chamada Vilnius e localizada na Lituânia), e com sete anos já fazia pequenas apresentações solo. Entrou na famosa classe de Leopold Auer em São Petersburgo com a idade de nove anos e em três anos foi considerado uma criança prodígio, com raro dom para a música.

Sabe, disse Heifetz certa vez, na minha opinião, isso de criança prodígio não passa de uma doença, geralmente fatal. Eu tive a sorte de estar entre os poucos que sobreviveram a isso. Mas havia a vantagem de possuir um grande professor e uma família que levava a música em alta consideração, tinha bom gosto e odiava a mediocridade.

Nos anos que se seguiram a sua estréia em São Petersburgo, Heifetz apresentou-se seguidamente na Alemanha, Áustria e Escandinávia, mas após a Revolução Russa (1917), sua família mudou-se para a América do Norte. Heifetz lá tocou pela primeira vez no Carnegie Hall, no dia vinte e sete de Outubro de 1917. Sobre esta noite, o crítico Samuel Chotzinoff reportou: O violinista de dezesseis anos parecia a pessoa menos preocupada de todo o auditório enquanto caminhava até o palco e pouco se movia durante toda a exibição de tamanho virtuosismo e musicalidade como nunca havia sido visto nesse histórico auditório.. Do dia para a noite, Heifetz se tornou um ídolo e durante aquele ano se apresentou mais trinta vezes apenas na cidade de Nova Iorque.

Rapidamente Heifetz adotou os Estados Unidos como pátria e naturalizou-se como cidadão estadounidense em 1925. Nos anos 40, já adaptado ao ''american way of life'', Heifetz comprou uma confortável casa em Beverly Hills, aonde viveu até sua morte.

Assim que atingiu os sessenta anos, já com meio século de apresentações e concertos em todo o planeta, Heifetz começou a diminuir gradualmente suas aparições em público, até seu último recital, em 1972. Agora, ele devotaria tuda sua vida ao ensino. Guiando seus alunos com firmeza e sarcasmo, Heifetz tentava incutir-lhes o respeito pela disciplina, além das formas de tocar o violino com virtuose e poder, ensinando-os a fazer o melhor da música com o violino.
Durante toda sua vida, Heifetz foi conhecido por sua técnica limpa, rápida, virtuosa e impecável de tocar violino. Foi também acusado por muitos de tocar mecanicamente e com estilo excessivamente formal, em parte por sua expressão sempre austera e impassível enquanto tocava. Trabalhando exaustivamente dentro de casa e no estúdio, Heifetz, aos setenta anos, possuía mais de oitenta álbuns gravados, entre versões de outros compositores, adaptações, trilhas e composições próprias. Inclusive, escreveu uma música pop chamada 'When You Make Love To Me' (Don't Make Believe) sob o pseudônimo de Jim Hoyl. A canção foi interpretada por Margaret Whiting.

Heifetz foi casado duas vezes, sendo a primeira em 1928, com a atriz do cinema mudo Florence Vidor, a qual tinha uma filha de sete anos chamada Suzanne, que Heifetz adotou. O casal teve mais dois filhos, Josefa (1930) e Robert (1932-2004), antes de se divorciar, em 1945.

Em 1947 Heifetz tirou um longo período de férias, durante o qual casou com Frances Spigelberg, tendo um filho, Joseph. Esse segundo casamento também acabou com um divórcio, em 1962. O filho de Heifetz, Joseph, é fotógrafo e atualmente reside na Austrália. A filha, Josefa Heifetz Byrne, é lexicógrafa ("Dictionary of Unusual, Obscure and Preposterous Words".

O neto de Heifetz, Danny Heifetz, toca bateria e percussão em bandas como Mr. Bungle, Dieselhed e Link Wray.


Um poema e suas traduções.



'SOLITÁRIO QUAL NUVEM VAGUEI'

Solitário qual nuvem vaguei
Pairando sobre vales e prados,
De repente a multidão avistei
Miríade de narcisos dourados;
Junto ao lago, e árvores em movimento,
Tremulando e dançando sob o vento.

Contínua qual estrelas brilhando
Na Via Láctea em eterno cintilar,
A fila infinita ia se alongando
Pelas margens da baía a rondar:
Dez mil eu vislumbrei num só olhar
Balançando as cabeças a dançar.

As ondas também dançavam neste instante
Mas nelas via-se maior a alegria;
Um poeta só podia estar exultante
Frente a tão jubilosa companhia:
Olhei – e olhei – mas pouco sabia
Da riqueza que tal cena me trazia.

pois quando me deito num torpor,
Estado de vaga suspensão,
Eles refulgem em meu olho interior
Que é para a solitude uma bênção;
Então meu coração começa a se alegrar,
E com os narcisos põe-se a bailar


William Wordsworth
in 'O olho Imóvel Pela Força da Harmonia'
Tradução de Alberto Marsicano.




'EU VAGAVA QUAL NUVEM FLUTUANDO'


Eu vagava qual nuvem flutuando
Por sobre o vale e o monte em solidão,
Quando vi de repente uma hoste, um bando
De narcisos dourados pelo chão,
Junto ao lago, debaixo da ramagem,
A adejar e a dançar à doce aragem.

Em linha como a que de noite brilha
E pisca na Via Láctea, se estendia
Sua contínua e interminável trilha
Nas margens ao redor de uma baía:
Dez mil eu vi, em dança desvairada,
Balançando as cabeças sem parada.

A água também dançava; não obstante,
Eles a superavam na alegria ...
Um poeta só podia estar radiante
Naquela tão jucunda companhia.
Olhei e olhei ... mas sem imaginar
Que tesouro ganhara em tal lugar:

Porque quando, vazio e cismador,
Repouso no divã, eis que amiúde
Fulgem eles naquele olho interior
Que a solidão é beatitude;
E então minha alma se abre em mil sorrisos,
E se põe a dançar com os narcisos.


William Wordsworth
in 'Poesia Selecionada'
Tradução Paulo Vizioli




'Vagueava só como uma nuvem...'


Como nuvem eu vogava,
passando montes e prados,
quando súbito avistava
narcisos mil e dourados,
junto ao lago, na floresta,
dançando na brisa lesta.


Contínuos como as estrelas
na Estrada de Santiago,
infindos se alongam pelas
curvas margens desse lago.
E as cabeças sacudiam
no dançar em que existiam.
As ondas também dançavam:
em menos viva folia.
Que poetas recusavam
tão alegre companhia?


Olhei, e olhei, sem pensar
estar vendo coisas sem par.
Que às vezes, quando me afundo
em vácua ou tensa vontade,
eles brilham no olhar profundo
que é bênção da soledade,
e o coração se me enflora,
e dança com eles agora.

William Wordsworth
Tradução encontrada em um blogger chamado 'O Inferno'

'THE DAFFODILS '



I wandered lonely as a cloud
That floats on high o'er vales and hills,
When all at once I saw a crowd,
A host, of golden daffodils;
Beside the lake, beneath the trees,
Fluttering and dancing in the breeze.

Continuous as the stars that shine
And twinkle on the milky way,
They stretched in never-ending line
Along the margin of a bay:
Ten thousand saw I at a glance,
Tossing their heads in sprightly dance.

The waves beside them danced; but they
Out-did the sparkling waves in glee:
A poet could not but be gay,
In such a jocund company:
I gazed - and gazed - but little thought
What wealth the show to me had brought:

For oft, when on my couch I lie
In vacant or in pensive mood,
They flash upon that inward eye
Which is the bliss of solitude;
And then my heart with pleasure fills,
And dances with the daffodils.


William Wordsworth

William Wordsworth


William Wordsworth was born in 1770 at Cockermouth, Cumbria, the son of an attorney. His parents died when he was still a child, and the losses are recorded in In 'The Prelude', his intense and haunting epic poem on childhood. Educated at St. John's college, Cambridge, Wordsworth was dissatisfied with the course and took greater pleasure in a walking tour in 1790 of France, the Alps and Italy.

Wordsworth returned to France for a year at the end of 1791, where he fell in love with Annette Vallon, who bore him a daughter. After returning to England, he published his first poem in 1793: An Everning Walk and Descriptive Sketches, which are conventional, picturesque descriptions of the Alps.

Wordsworth's disillusionment with the French Revolution, which he had strongly advocated, is reflected in his verse drama 'The Borderers', composed in 1796-7 and published in 1842. He worked closely with his friend Samuel Taylor Coleridge and together they produced Lyrical Ballads (1798), which contains much of Wordsworth's best-known poetry. In 1799 he and his sister Dorothy settled in Dove Cottage, Grasmere, and in 1802 he married Mary Hutchinson, whom he had known since childhood. In the same year, he composed 'Revolution and Independence' and began his ode 'Intimations of Immortality from Recollections of Early Childhood', which both appeared in Poems in Two Volumes (1807).

Wordsworth moved to Ambleside in 1813, where he stayed for the rest of his life. At this time his output was prolific, including The Excursion (1814), The white Doe of Rylstone (1814), Peter Bell and The Waggoner, both published in 1819, and many prose works. Wordsworth's popularity gradually increased and in 1843 he succeeded Robert Southey as Poet Laureate. He was deeply venerated by writers such as Matthew Arnold and John Stuart Mill.

Wordsworth spent the majority of his life in the Lake District with his sister Dorothy, who shared his joy in the pastoral world.

Wordsworth's innate grasp of the power of nature is closely linked with a deeper understanding of the feelings and emotions of the common people. Worsworth's concern with the plight of mankind is reflected in his poetry, which reveals a dread of the "Industrial Age" and a presentiment that it will destroy both man's innocence and the individuality of the human spirit.

A great innovator in English Poetry, William Wordsworth died in 1850.

William Wordsworth



William Wordsworth,nasceu 7 de abril de 1770, Cockermouth, Cumberland, Inglaterra, e faleceu em 23 de abril de 1850, Rydal Mount, Ambleside, Inglaterra.

William Wordsworth, filho de um advogado, nasceu em 1770 em Cockermouth, Cumbria. Seus pais morreram quando ele ainda era uma criança, e as perdas estão gravadas em 'O prelúdio', seu intenso e hipnotizante poema épico sobre a infância. Educado na Faculdade de St. John, Cambridge, e insatisfeito com o curso, em 1790, ele optou por uma viagem a pé pela França, pelos Alpes e pela Itália.

Wordsworth retornou à França por um ano no final de 1791, quando se apaixonou por Annette Vallon, que lhe deu uma filha. Depois de retornar para a Inglaterra, ele publicou seus primeiros poemas em 1793: An Everning Walk (Uma caminhada à noite) e Descriptive Sketches (Riscos descritivos), que são uma descrição convencional e pitoresca dos Alpes.

A desilusão de Wordsworth com a Revolução Francesa, a qual ele defendeu veementemente, é refletida no drama em verso The Borderers, composto em 1796-7 e publicado em 1842. Ele trabalhou com seu amigo Samuel Taylor Coleridge e juntos produziram Lyrical Ballads ('As Baladas Líricas', 1798), que contém muita das poesias mais conhecidas de Wordsworth. Em 1799, ele e sua irmã Dorothy fixaram-se em Dove Cottage, Grasmere, e, em 1802, ele se casou com Mary Hutchinson, que conhecia desde a infância. Naquele mesmo ano, compôs Revolution and Independence (Revolução e Independência) e começou sua ode Intimations of Immortality from Recollections of Early Childhood ('Intimações da imortalidade das recordações do começo de sua infância'), onde ambos aparecem em Poems in Two Volumes ('Poemas em dois volumes' - 1807).
Wordsworth mudou-se para Ambleside em 1813, onde ele permaneceu pelo resto da sua vida. Naquela época, sua produção era prolífica, incluindo The Excursion ('A excursão' - 1814), The white Doe of Rylstone ('A corça branca de Rylstone' - 1814), Peter Bell e The Waggoner, ambos publicados em 1819, e muitos trabalhos em prosa. A popularidade de Wordsworth cresceu gradualmente e, em 1843, ele sucedeu Robert Southey como o Poeta Laureado. Ele foi profundamente venerado por escritores como Matthew Arnold e John Stuart Mill.

Wordsworth passou a maior parte da sua vida no Lake District com a sua irmã, com quem repartiu sua alegria no mundo pastoral.

O alcance natural de Wordsworth do poder da natureza está diretamente ligado com um profundo entendimento dos sentimentos e das emoções das pessoas comuns. A preocupação de Wordsworth com o papel do ser humano está refletida em sua poesia, que revela o pavor da Era Industrial e o pressentimento de que destruiria tanto a inocência dos homens quanto a individualidade do espírito humano.

Um grande inovador da Poesia Inglesa, William Wordsworth faleceu em 1850.


Pesquisa:
Rede de Lteras.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Efrem Zimbalist ,Jr


Efrem Zimbalist ,Jr

30 November 1918, New York City, New York, USA , today with 90 years.

The son of world-famous violinist Efrem Zimbalist and opera star Alma Gluck, Efrem Zimbalist Jr. received an expensive prep-school education in New England, and at age 16 he briefly studied at Yale University.

He became a page at the NBC radio studios in New York City, then took acting lessons at Neighborhood Playhouse.

Just before serving in World War II (in which he earned a Purple Heart), Zimbalist married another aspiring performer, Emily McNair.
After the war, he began toting up Broadway acting credits, and in 1949 made his film debut as Richard Conte's brutish brother in House of Strangers (1949).
After his wife died of cancer in 1950, Zimbalist briefly retired from acting, moving with his two children to Philadelphia; there he became a researcher at the Curtis Institute of Music, where his father was director.
Shortly after returning to acting in 1954 with a recurring role on the TV soap opera Concerning Miss Marlowe, Zimbalist married East Coast socialite Stephanie Spaulding; the union produced a daughter, also named Stephanie, who grew up to become a popular actress in her own right (Zimbalist's son, Efrem III, has likewise earned a place in "Who's Who" as a publishing company executive).

Signed to a long-term Warner Bros. contract, Zimbalist achieved full stardom in the role of suave private detective Stuart Bailey on the weekly TV series 77 Sunset Strip (1958-1964).
He went on to another popular Warners series in 1965, playing inspector Lew Erskine in the long-running (nine seasons) The FBI.
His later TV roles included Charles Cabot in the 1986 episodes of Hotel, Don Alejandro de la Vega in the first-season installment of the Family Channel's Zorro (1990-1992), and silver-tongued con artist Daniel Chalmers on his daughter Stephanie's weekly series Remington Steele (1982-1987).

Generally cast in sophisticated or serious roles, Efrem Zimbalist Jr. has on occasion been permitted to display his flair for zany comedy, as witness his villainous portrayal in the 1990 action-flick satire Hot Shots!

Alma Gluck


Alma Gluck (born Reba Feinsohn;
May 11, 1884-October 27, 1938),
was an American soprano, one of the world's most famous female singers at the peak of her career (around 1910). Marcia Davenport was the child of her first marriage (to Bernard Gluck); Alma Gluck later married violinist Efrem Zimbalist and had two children, Efrem Jr. (Stephanie Zimbalist's father) and Maria.

Gluck was born to a Jewish family in Iaşi, Romania, the daughter of Zara and Leon Feinsohn.[1] Gluck moved to the United States at a young age. Although her initial success came at the Metropolitan Opera in New York City, Gluck later concertized widely in America and became an early recording artist.

Her recording of "Carry Me Back to Old Virginny" for the Victor Talking Machine Co. was the first celebrity recording by a classical musician to sell one million copies. Gluck was a founder of the American Woman's Association. She retired to New Hartford, Connecticut to raise her family in 1925. Alma Gluck died at the relatively young age of 54, of liver failure.



(Enrico Caruso and Alma Gluck - Verdi: Brindisi)

Recording from 1913. From Verdi's opera La Traviata - "Libiamo ne' lieti calici (Brindisi - Drinking song)."
The American soprano Alma Gluck, was one of the world's most famous female singers at the peak of her career.

Efrem Zimbalist ,Sr


Efrem Zimbalist plays beethoven.
(Raríssimo vídeo do grande virtuose)
Encontrado no YouTube

Efrem Zimbalist ,Sr


Efrem Zimbalist, Sr.

(Born in April 9, 1890- Died February 22, 1985)
was one of the world's most prominent concert violinists, as well as a composer, teacher, conductor and a long-time director of the Curtis Institute of Music.

Zimbalist was born in the southwestern Russian city of Rostov on Don (Rostov-na-Donu), Russia, the son of Jewish parents Maria (née Litvinoff) and Aron Zimbalist, who was a conductor.
By the age of nine, Efrem Zimbalist was first violin in his father’s orchestra. At age 12 he entered the Saint Petersburg Conservatory and studied under Leopold Auer.

He graduated from the St. Petersburg Conservatory in 1907 after winning a gold medal and the Rubenstein Prize, and by age 21 was considered one of the world's greatest violinists.

After graduation he debuted in Berlin (playing the Brahms concerto) and London in 1907 and in the U.S. in 1911, with the Boston Symphony Orchestra. He then settled in the U.S. He did much to popularize the performance of early music. In 1917, he was elected as an honorary member of Phi Mu Alpha Sinfonia, the national fraternity for men in music, by the fraternity's Alpha Chapter at the New England Conservatory of Music in Boston. In 1928, Zimbalist began teaching at the Curtis Institute of Music in Philadelphia. He was director of the school from 1941 to 1968. His pupils included such distinguished musicians as Oscar Shumsky, Felix Slatkin, Shmuel Ashkenasi, and Hidetaro Suzuki.

He retired as a violinist in 1949, but returned in 1952 to give the first performance of the Violin Concerto by Gian Carlo Menotti, which is dedicated to him. He retired again in 1955. He served as a juror of the International Tchaikovsky Competition in 1962 and 1966.

His own compositions include a violin concerto, the American Rhapsody and a tone poem called Daphnis and Chloe. He also wrote an opera Landara, which premiered in Philadelphia in 1956.

He married the famous American soprano Alma Gluck and they toured together for a time. Alma Gluck died in 1938. In 1943, a widower for 5 years, he married the school’s founder, Mary Louise Curtis Bok, daughter of publisher, Cyrus Curtis, and 14 years his senior.

He died in 1985, at the age of 94. His and Alma's son, Efrem Zimbalist Jr., and their granddaughter, Stephanie Zimbalist, both became popular actors.




Efrem Zimbalist plays Bizet(arranged by Sarasate)'
Carmen Fantasie for Japan Columbia in 1930s.

Misha Elman



Mischa Elman (1891 - 1967) and Fritz Kreisler (1875 - 1962) were two well-known recording violinists in the early part of the 20. century whose popularity diminished as their older, more "romantic" style grew out of fashion. Although Elman's early discs display a much tighter technical grasp of the instrument, his LPs give a rare insight into what this style of performance sounds like when heard through the full spectrum of sound.

Here Elman performs Kreisler's arrangement of Tartini's "Variations on a Theme of Corelli".

Mischa Elman


Mikhail Saulovich 'Mischa' Elman
(January 20, 1891 – April 5, 1967) was a Ukrainian-born violinist, famed for his passionate style and beautiful tone.

He was born in the small town of Talnoye near Kiev. His grandfather was a klezmer, a Jewish folk musician, who also played the violin. It became apparent when Mischa was very young that he had perfect pitch, but his father hesitated about a career as a musician, since musicians were not very high on the social scale. He finally gave in, and gave Mischa a miniature violin, on which he soon learned several tunes by himself. Soon thereafter, he was taken to Odessa, where he studied at the Imperial Academy of Music. Pablo de Sarasate gave him a recommendation, stating that he could become one of the great talents of Europe. He auditioned for Leopold Auer at the age of 11, playing the Wieniawski Concerto No. 2 and 24th Caprice by Paganini. Auer was so impressed that he had Elman admitted to the St. Petersburg Conservatory.

Elman was still only a boy when Auer arranged for him to play with the famous Colonne Orchestra during their visit to Pavlovsk. Knowing Édouard Colonne's hatred of child prodigies, Auer did not tell him Elman's age when making the arrangements, and not until the famous conductor saw young Mischa waiting to go on the platform did he realize that he had engaged a child. He was furious, and flatly refused to continue with the programme. Frantic attempts were made to assure him that Elman had the recommendation of Auer himself and was well capable of doing justice to the music, but Colonne was adamant, " I have never yet played with a child, and I refuse to start now," he retorted. So Elman had to play with piano accompaniment while conductor and orchestra sat listening.
In 1903, Elman began to play concerts in the homes of wealthy patrons of the arts, and he made his Berlin debut in 1904, creating a great sensation. His London debut in 1905 included the British premiere of Alexander Glazunov's Violin Concerto in A minor. He played in Carnegie Hall in 1908, making a great impression on his American audience.
The Elman family moved to the United States, and Mischa became a citizen in 1923. In 1917, he was elected to honorary membership in Phi Mu Alpha Sinfonia music fraternity. He sometimes performed in as many as 107 concerts in a 29-week season. In 1943, he gave the premiere of Bohuslav Martinů's second concerto, which was written for him. Sales of his records exceeded two million.

A frequent accompanist in chamber works during Elman's early American career was Emmanuel Bay, who was born on exactly the same day as he was, January 20, 1891. But Elman also performed and recorded with Josef Bonime, Carroll Hollister and others, and from 1950, his steady accompanist and recital partner was Joseph Seiger. He also briefly performed and made recordings with the Mischa Elman String Quartet.

Elman died on April 5, 1967 in New York City, a few hours after completing a rehearsal with Seiger. He is buried in the Westchester Hills Cemetery in Hastings-on-Hudson, New York.

Elman's recorded legacy spanned just over 60 years: his first 78 rpm discs were made for Pathe,in Paris, in 1906; his final LP sessions were for Vanguard, in New York, shortly before his death. The greatest part of his discography was recorded for HMV and Victor, with whom he had an exclusive relationship through 1950. Thereafter, he recorded for Decca/London and later the Vanguard recording group. Unlike his contemporary, Jascha Heifetz, Elman's work has never been re-issued in a systematic manner.

F. Scott Fitzgerald


Francis Scott Key Fitzgerald

(24 de setembro de 1896, St. Paul, Minnesota - 21 de dezembro de 1940, Hollywood) foi um escritor estadunidense.

Fitzgerald é considerado um dos maiores escritores americanos do século XX. Suas histórias, reunidas sob o título Contos da Era do Jazz, refletiam o estado de espírito da época. Foi um dos escritores da chamada "geração perdida" da literatura americana.

Francis Scott Key Fitzgerald nasceu em Saint Paul, Minnesota, nos Estados Unidos, em 24 de setembro de 1896. Oriundo de família católica irlandesa, ingressou na Universidade de Princeton, mas não chegou a se formar. Durante a primeira guerra mundial, alistou-se como voluntário. Começou a carreira literária em 1920, com This Side of Paradise (Este Lado do Paraíso), romance que lhe deu grande popularidade e lhe abriu espaço em publicações de grande prestígio, como a Scribner's e o The Saturday Evening Post. Seu segundo romance, The Beautiful and Damned (Os Belos e Malditos), foi publicado em 1922.
Com a esposa, Zelda Sayre, que introduziria um componente trágico na vida do escritor (em 1930 foi internada num hospício), Fitzgerald mudou-se para a França, onde concluiu o terceiro e o mais célebre de seus romances, The Great Gatsby (1925; O Grande Gatsby). Essa obra, uma das mais representativas do romance americano, descreve a vida em alta sociedade com uma aguda reflexão crítica. Em 1934 publicou Tender is the Night (Suave é a Noite), romance pungente que o autor considerava sua melhor obra.

Com a saúde já abalada pelo alcoolismo, Fitzgerald mudou-se então para Hollywood, onde trabalhou como roteirista cinematográfico. Em 1939 começou a escrever seu último romance, The Last Tycoon (O Último Magnata), publicado postumamente em 1941. A obra era sua última tentativa de retratar a personalidade de um grande artífice do "sonho americano".

The Great Gatsby (1974)



THE GREAT GATSBY was adapted for the screen by Francis Ford Coppola from F. Scott Fitzgerald's 1925 masterpiece about a handsome and enigmatic tycoon betrayed by the American Dream. Though self-made millionaire Jay Gatsby (Robert Redford) has been in love with the spoiled Daisy Buchanan (Mia Farrow) since his days as a poor boy in the Midwest, she's now married to a boorish philanderer (Bruce Dern) and seems more out of reach than ever. Gatsby's attempts to win Daisy back result in his tragic downfall, as witnessed and narrated by his neighbor and friend Nick Carraway (Sam Waterston). The result is a richly successful evocation of the Jazz Age and a tragic portrait of shallow lives ruined by wealth, brilliantly acted by Redford, Waterston, Dern, and the rest of the supporting cast.

F. Scott Fitzgerald



Francis Scott Key Fitzgerald
(September 24, 1896 – December 21, 1940)

Was an American writer of novels and short stories, whose works are evocative of the Jazz Age, a term he coined himself. He is widely regarded as one of the twentieth century's greatest writers. Fitzgerald is considered a member of the "Lost Generation" of the twenties. He finished four novels, including The Great Gatsby, with another published posthumously, and wrote dozens of short stories that treat themes of youth and promise along with despair and age.

Born in Cathedral Hill in St. Paul, Minnesota, to an upper-middle class Irish Catholic household—aggressive mother, retiring father—Fitzgerald was named after his famous relative Francis Scott Key, but was referred to as "Scott." He spent 1898–1901 and 1903–1908 in Buffalo, New York, where he attended Nardin Academy.[2] When his father was fired from Procter & Gamble, the family returned to Minnesota, where Fitzgerald attended St. Paul Academy in St. Paul from 1908–1911. His first literary effort, a detective story, was published in a school newspaper when he was 13. He attended Newman School, a prep school in Hackensack, New Jersey, in 1911–1912, and entered Princeton University in 1913 as a member of the Class of 1917. There he became friends with future critics and writers Edmund Wilson (Class of 1916) and John Peale Bishop (Class of 1917), and wrote for the Princeton Triangle Club. His absorption in the Triangle—a kind of musical-comedy society—led to a submitted novel to Charles Scribner's Sons, the editor praised the writing but ultimately rejected the book. The war ended shortly after Fitzgerald's enlistment.
Fitzgerald's work and legend has inspired writers ever since he was first published. The publication of The Great Gatsby prompted T. S. Eliot to write, in a letter to Fitzgerald, "[I]t seems to me to be the first step that American fiction has taken since Henry James...".[5] Don Birnam, the protagonist of Charles Jackson's The Lost Weekend, says to himself, referring to Gatsby, "There's no such thing...as a flawless novel. But if there is, this is it."[6] In letters written in the 1940s, J. D. Salinger expressed admiration of Fitzgerald's work, and his biographer Ian Hamilton wrote that Salinger even saw himself for some time as "Fitzgerald's successor."[7] Richard Yates, a writer often compared to Fitzgerald, called The Great Gatsby "the most nourishing novel [he] read...a miracle of talent...a triumph of technique."[8] It was written in a New York Times editorial after his death that Fitzgerald "was better than he knew, for in fact and in the literary sense he invented a 'generation'. [... H]e might have interpreted them and even guided them, as in their middle years they saw a different and nobler freedom threatened with destruction."
Into the 21st century, Fitzgerald's reputation continues to grow. Millions of copies of "The Great Gatsby" and his other works have been sold, and "Gatsby," a constant best-seller, is required reading in many high school and college classes.

Works

This Side of Paradise (New York: Charles Scribner's Sons, 1920)
The Beautiful and Damned (New York: Scribner, 1922)
The Great Gatsby (New York: Scribner, 1925)
Tender Is the Night (New York: Scribner, 1934)

The Last Tycoon – originally The Love of the Last Tycoon – (New York: Scribners, published posthumously, 1941)
Flappers and Philosophers (Short Story Collection, 1920)
Tales of the Jazz Age (Short Story Collection, 1922)
All the Sad Young Men (Short Story Collection, 1926)
Taps at Reveille (Short Story Collection, 1935)
Babylon Revisited and Other Stories (Short Story Collection, 1960)
The Basil and Josephine Stories (Short Story Collection)
The Pat Hobby Stories (Short Story Collection)
Bernice Bobs Her Hair (Short Story, 1920)
Head and Shoulders (Short Story, 1920)
The Ice Palace (Short Story, 1920)
May Day (Novelette, 1920)
The Offshore Pirate (Short Story, 1920)
The Diamond as Big as the Ritz (Novella, 1922)
Winter Dreams (Short Story, 1922)
Dice, Brassknuckles & Guitar (Short Story, 1923)
The Freshest Boy (Short Story, 1928)
"A New Leaf" (Short Story, 1931)
Babylon Revisited (Novelette, 1931)
Crazy Sunday (Short Story, 1932)
The Fiend (Short Story, 1935)
The Bridal Party (Short Story)
The Baby Party (Short Story)
The Curious Case of Benjamin Button (Short Story)
The Princeton Tiger (Humor Magazine, 1917)
The Vegetable, or From President to Postman (play, 1923)
The Crack-Up (essays, 1945)

David Oistrakh



David Fiodorovich Oistrakh nasceu em Odessa, a 24.Out.1908 e viveu até 1974, ano em que morreu na cidade de Amsterdã.
É justamente considerado um dos mais importantes intérpretes do violino do séc.XX – tão importante que ficou conhecido como “o rei David”.
Ilustres contemporâneos seus , casos de Khachaturian e Shostakovich dedicaram-lhe os seus concertos para violino; e Prokofiev fez para ele um arranjo da sua sonata para flauta, convertendo-a na segunda sonata para violino e piano.
Tendo iniciado os seus estudos musicais aos 5 anos, David Oistrakh obteve a formatura no Conservatório de Odessa em 1926 (tinha então 18 anos) e debutou como concertista em 1933, em Moscovo. A partir de 1934 repartiu a sua atividade musical de prestigiado professor, diretor de orquestra e concertista de ufanosas tournées, que começaram pelas diversas repúblicas da então União Soviética.
Em 1937, David Oistrakh ganhou em Bruxelas o 1º premio de interpretação do Concurso Rainha Isabel. Desde então, o seu impecável estilo e a sua técnica perfeita colocaram-no entre os maiores intérpretes do violino em todo o mundo. A partir de 1951 fez intermináveis digressões pela Europa e pela América, com a maior admiração de todos os críticos.
Gravou discos interpretando as mais importantes obras para violino e com as melhores orquestras. Foi considerada insuperável a gravação do Concerto para 2 Violinos, em Ré menor, de Bach, que fez com seu filho Igor Davidovich. E ficou célebre a gravação que fez, numa autêntica equipa de luxo (com o pianista Sviatoslav Richter, o violoncelista Mstislav Rostropovich e o maestro Herbert von Karajan) do Triplo Concerto de Beethoven.

David Oistrakh



David Fyodorovich Oistrakh- (Odessa-September,30-1908-Amsterdan-October,24-1978)
Great Russian violinist, outstanding pedagogue, and esteemed conductor.

He studied violin as a child with Stoliarsky in Odessa, making his debut there at the age of 6, and then continued his studies with Stoliarsky at the Odessa Conservatory (1923-26); then appeared as soloist in Glazunov's Violin Concerto under the composer's direction in Kiev in 1927. In 1928 he went to Moscow and in 1934 he was appointed to the faculty of the Conservatory His name attracted universal attention in 1937 when he won first prize at the Ysaÿe Competition in Brussels, in which 68 violinists from 21 countries took part. This launched a career of great renown as a violin virtuoso. He played in Paris and London in 1953 with extraordinary success; made his first American appearances in 1955, as soloist with major American orchestras and in recitals, winning enthusiastic acclaim; also made appearances as a conductor from 1962. He died while on a visit to Amsterdam as a guest conductor with the Concertgebouw Orchestra Oistrakh's playing was marked, apart from a phenomenal technique, by stylistic fidelity to works by different composers of different historical periods. Soviet composers profited by his advice as to technical problems of violin playing; he collaborated with Prokofiev in making an arrangement for violin and piano of his Flute Sonata. A whole generation of Soviet violinists numbered among his pupils, first and foremost his son Igor (Davidovich) Oistrakh (b. Odessa, April 27, 1931), who has had a spectacular career in his own right; he won first prize at the International Festival of Democratic Youth in Budapest (1949) and the Wieniawski Competition in Poznan (1952); some critics regarded him as equal to his father in virtuosity; from 1958 he taught at the Moscow Conservatory.

Further Readings
Bibliography
V. Bronin, D. O. (Moscow, 1954); I. Yampolsky, D. O. (Moscow, 1964); D. Naberin, D. UND IGOR O. (Berlin, 1968); V. Josefowitsch, D. O. (Stuttgart, 1977); Y. Soroker, D. O. (Jerusalem, 1982).

Source: "David Fyodorovich Oistrakh." BAKER'S BIOGRAPHICAL DICTIONARY OF MUSICIANS®, Centennial Edition. Nicolas Slonimsky, Editor Emeritus. Schirmer, 2001.


Vivaldi Concerto for Four Violins in B minor Mvt.3

Pinchas Zukerman
Ivry Gitlis
Ida Haendel
Isaac Stern
Shlomo Mintz
Daniel Benyamini

All together with Zubin Mehta and the Israel Philharmonic Orchestra performing Vivaldi's Concerto in B Minor for Four Violins and Orchestra, Op.3, no.10

'ISAAC STERN'


Isaac Stern (21 de Julho de 1920 – 22 de Setembro de 2001).
Foi um virtuoso violinista do século XX.

É considerado por muitos um dos maiores violinistas da história. Nascido na Ucrânia, sua família se mudou para os Estados Unidos quando tinha apenas dez meses de idade. Recebeu a primeiras lições musicais de sua mãe, antes de entrar para o conservatória de San Francisco, Califórnia. Lá ele estudou com Nahum Blinder. Em sua estréia nos palcos, em 18 de fevereiro de 1936. Ele tocou a Santa Ceia, Concerto No. 3 com a orquestra Sinfônica de San Francisco, sob a batuta de Pierre Monteux. Seu violino preferido era o "Ysaye", um Guarneri del Gesù.

Em 1979 foi convidado pela China, para abertura cultural, esta visita ficou registrada num documentario ganhador do Oscar chamado "From Mao to Mozart". Foi acompanhado pelo seu pianista preferido e sua família.


Isaac Stern Plays Schon Rosmarin at the age of 79

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

'ISAAC STERN'



Isaac Stern (November 29, 1920 – September 22, 2001) was a Jewish violin virtuoso born in the Ukraine.

Stern was born in Kremenetz, Ukraine.
He was ten month old when his family moved to San Francisco. He received his first music lessons from his mother before enrolling at the San Francisco Conservatory of Music in 1928 where he studied until 1931 before going on to study privately with Louis Persinger. He returned to the San Francisco Conservatory in to study with Naoum Blinder for five years.
He said he owed the most to Blinder. At his public début on February 18, 1936, aged 15, he played the Violin Concerto No. 3 in B minor of Camille Saint-Saëns with the San Francisco Symphony under the direction of Pierre Monteux.
Reflecting on his background Stern once memorably quipped that cultural exchanges between the US and Soviet Russia were simple affairs: "They send us their Jews from Odessa, and we send them our Jews from Odessa"
Within musical circles, Stern became renowned both for his recordings and for championing certain younger players. Among his discoveries were cellists Yo-Yo Ma and Jian Wang, and violinists Itzhak Perlman and Pinchas Zukerman.
He also played a major role in saving New York City's Carnegie Hall from demolition in 1960 which later had its main auditorium named in his honor.
Among his many recordings, Stern recorded concertos by Johannes Brahms, Johann Sebastian Bach, Beethoven, Felix Mendelssohn and Antonio Vivaldi and modern works by Samuel Barber, Béla Bartók, Igor Stravinsky, Leonard Bernstein and Henri Dutilleux. The Dutilleux concerto, entitled L'Arbre des Songes ['The Tree of Dreams'] was a 1985 commission by Stern himself. He also dubbed actors' violin-playing in several films, one of which was Fiddler on the Roof.
Stern served as musical advisor for the 1946 film, Humoresque, about a rising violin star and his patron, played respectively by John Garfield and Joan Crawford.Stern's favorite violin was the Ysaÿe Guarneri del Gesù, one of the violins produced by the Cremonese luthier Giuseppe Guarneri del Gesù.
He also owned several J.B.Vuillaume violins and two contemporary instruments by Samuel Zygmuntowicz.In his autobiography written with Chaim Potok, My First 79 Years, he cites Nathan Milstein and Arthur Grumiaux as major influences on his style of playing.He won Grammys for his work with Eugene Istomin and Leonard Rose in their famous chamber music trio.In 1979, eight years after Nixon made the first official visit by a US President to the country, the People's Republic of China offered Stern and pianist David Golub an unprecedented invitation to tour the country.
While there, he collaborated with the China Central Symphony Society (now China National Symphony) under the direction of Chinese Conductor Li Delun. Their visit was filmed and resulted in an Oscar-winning documentary From Mao to Mozart.
In 1987, Stern received the Grammy Award for Lifetime Achievement.
His November 1948 marriage to ballerina Nora Kaye ended in divorce in 1949.
On August 17, 1951, Isaac married Vera Lindenblit. They had three children together. Their marriage ended in divorce in 1994 after 43 years of marriage.
On January 23, 1997, Isaac married his third wife, Linda Reynolds, who survived him.
Isaac Stern died on September 22, 2001 of congestive heart failure at 81.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Vistas da Catedral da Sé S. Paulo





Catedral de São Paulo, ou Catedra da Sé


A história da catedral de São Paulo começa em 1589, quando se decidiu que uma igreja principal (Matriz) seria construída na pequena vila de São Paulo de Piratininga. Esta igreja, situada no local da catedral atual, foi terminada em torno de 1616.

São Paulo transformou-se em sede de diocese em 1745, e a partir dessa data a antiga igreja foi demolida e substituída por uma nova, construída em estilo barroco, terminada em torno de 1764. Esta modesta igreja seria a catedral de São Paulo até 1911, quando foi demolida.

A catedral atual foi construída por iniciativa de Dom Duarte Leopoldo e Siva, primeiro arcebispo de São Paulo. Os trabalhos começaram em 1913 no local da catedral colonial demolida. O arquiteto responsável foi o alemão Maximilian Emil Hehl, que projetou uma enorme igreja em estilo neogótico, inspirada nas grandes catedrais medievais européias.

A catedral é a maior igreja de São Paulo, com 111 metros de comprimento, 46 de largura, duas torres com 92 metros de altura e uma enorme cúpula. Tem capacidade para abrigar 8.000 pessoas. No acabamento foram usadas 800 toneladas de mármore. Suas medidas a tornam uma das maiores igrejas do Brasil e do mundo.

Em termos arquitetônicos, a igreja tem forma de cruz latina, com cinco naves e transepto com cúpula sobre o cruzeiro. A fachada, dotada de um portal principal e uma grande rosácea, é flanqueada por duas altas torres. O estilo elegido foi o neogótico, então em voga no Brasil, mas a cúpula é inspirada por estruturas renascentistas como o célebre domo da Catedral de Florença.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Túmulos de Famosos - Allan Kardec


Kardec passou os anos finais da sua vida dedicado à divulgação do Espiritismo entre os diversos simpatizantes, e defendê-lo dos opositores. Faleceu em Paris, a 31 de março de 1869, aos 64 anos (65 anos incompletos) de idade[8], em decorrência da ruptura de um aneurisma, quando trabalhava numa obra sobre as relações entre o Magnetismo e o Espiritismo, ao mesmo tempo em que se preparava para uma mudança de local de trabalho. Está sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, uma célebre necrópole da capital francesa. Junto ao túmulo, erguido como os dólmens druídicos, Acima de sua tumba, seu lema: "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei", em francês.

Em seu sepultamento, o astrônomo francês e amigo pessoal de Kardec, Camille Flammarion, proferiu o seguinte discurso, ressaltando a sua admiração por aquele que ali baixava ao túmulo:

Voltaste a esse mundo donde viemos e colhes o fruto de teus estudos terrestres. Aos nossos pés dorme o teu envoltório, extinguiu-se o teu cérebro, fecharam-se-te os olhos para não mais se abrirem, não mais ouvida será a tua palavra... Sabemos que todos havemos de mergulhar nesse mesmo último sono, de volver a essa mesma inércia, a esse mesmo pó. Mas, não é nesse envoltório que pomos a nossa glória e a nossa esperança. Tomba o corpo, a alma permanece e retorna ao Espaço. Encontrar-nos-emos num mundo melhor e no céu imenso onde usaremos das nossas mais preciosas faculdades, onde continuaremos os estudos para cujo desenvolvimento a Terra é teatro por demais acanhado. (...) Até à vista, meu caro Allan Kardec, até à vista!

Consolação - Túmulo da Marquesa de Santos





Túmulo da Marquesa de Santos

Em sua velhice, a Marquesa de Santos tornou-se uma senhora devota e caridosa, procurando socorrer os desamparados, protegendo os miseráveis e famintos, cuidando de doentes e de estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco no centro da cidade de São Paulo.

A casa da Marquesa tornou-se o centro da sociedade paulistana, animada com bailes de máscaras e saraus literários.

Domitília de Castro e Canto Melo, a Marquesa de Santos (cidade onde nunca residiu), faleceu de enterocolite, sendo sepultada no Cemitério da Consolação, cujas terras foram por ela doadas.

Túmulos de famosos - Chopin


Em 1848, Chopin deu seu último concerto em Paris, além de visitar a Inglaterra e a Escócia com sua aluna e admiradora Jane Stirling. Eles chegaram a Londres em novembro, e, embora tenha conseguido dar alguns concertos e apresentações de salão.

Ele voltou a Paris, onde em 1849 tornou-se incapaz de ensinar e se apresentar.

Sua irmã, Ludwika, que tinha dado a ele as primeiras lições de piano, cuidou dele em seu apartamento na Praça Vendôme, nº 12. Nas primeiras horas de 17 de outubro Chopin morreu.

Até 2008 acreditou-se que morreu de tuberculose, estudos de Wojciech Cichy, da Faculdade de Medicina da Universidade de Poznan atribuíram a sua morte a uma fibrose quística[9].

Depois do amanhecer, Clesinger fez sua máscara da morte e os moldes de suas mãos.

Antes do funeral de Chopin, de acordo com seu desejo ao morrer, seu coração foi retirado devido a seu medo de ser enterrado vivo. Ele foi posto por sua irmã em uma urna de cristal selada, com Cognac, destinada a Varsóvia. O coração permanece até hoje lacrado dentro de um pilar da Igreja da Santa Cruz (Kościół Świętego Krzyża) em Krakowskie Przedmieście, debaixo de uma inscrição do Evangelho de Mateus, 6:21: "onde seu tesouro está, estará também seu coração". Curiosamente, seria salvo da destruição de Varsóvia pelos nazis, em 1944, pelo general das SS, Erich von dem Bach-Zelewski.


Túmulo de Chopin no cemitério Père Lachaise, em Paris.Chopin havia pedido que o Réquiem de Mozart fosse tocado em seu funeral. Os principais trechos do Réquiem foram compostos para cantoras, mas a Igreja de Madeleine nunca havia permitido cantoras em seu coro. O funeral foi atrasado em quase duas semanas até que a igreja aceitou, contanto que as cantoras ficassem atrás de uma cortina de veludo preto.

O funeral foi realizado em 30 de outubro, onde compareceram cerca de três mil pessoas. Os solistas no Réquiem incluíam o baixo Luigi Lablache, que tinha cantado o mesmo trabalho no funeral de Beethoven e que também tinha cantado no funeral de Vincenzo Bellini. Também foram tocados dois prelúdios de Chopin, o nº4 em mi menor e o nº6 em si menor.

Chopin foi enterrado, de acordo com seu desejo, no Cemitério Père Lachaise. Junto ao túmulo, a Marcha Funeral da Sonata Op. 35 foi tocada, em instrumentação de Napoléon Henri Reber.[10] Depois, alguns de seus amigos poloneses foram a Paris, com um jarro de terra proveniente de sua terra natal, e a espalharam por seu túmulo, para que Chopin se mantivesse em solo polonês. Sua sepultura atrai numerosos visitantes e é invariavelmente enfeitado com flores, mesmo na calada do inverno.

CEMITÉRIO DA CONSOLAÇÃO - VISTAS DE TÚMULOS
















CEMITÉRIO DA CONSOLAÇÃO - VISTAS DE TÚMULOS
















CEMITÉRIO DA CONSOLAÇÃO - VISTAS





Cemitério da Consolação - São Paulo


O Cemitério da Consolação é a mais antiga necrópole em funcionamento na cidade de São Paulo e uma das principais referências brasileiras no campo da arte tumular. Localiza-se no distrito da Consolação, na região central da capital paulista. Primeiro cemitério público da cidade foi inaugurado em 1858 com o nome de Cemitério Municipal, com o objetivo de garantir a salubridade e evitar epidemias, substituindo o hábito então recorrente de sepultar os mortos nos interiores das igrejas. Atualmente, é um dos 22 cemitérios públicos administrados pelo Serviço Funerário do Município de São Paulo.

Com a prosperidade advinda da cafeicultura e o surgimento de uma expressiva burguesia em São Paulo, o Cemitério da Consolação passou a abrigar obras de arte produzidas por escultores de renome, para ornamentar os jazigos de personalidades importantes na história do Brasil, como Campos Sales, Washington Luís, marquesa de Santos e Monteiro Lobato. Entre os artistas que produziram obras para o cemitério encontram-se Rodolfo Bernardelli, Victor Brecheret, Bruno Giorgi e Celso Antônio de Menezes. Mantém visitas guiadas, por meio do projeto “Arte Tumular”.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Père-Lachaise - PARIS



O cemitério do Père-Lachaise é o maior cemitério de Paris e um dos mais famosos do mundo. Está situado no vigésimo arrondissement da capital francesa.

No início do século XIX, vários novos cemitérios substituíram as antigas necrópoles parisienses. Fora dos limites da cidade foram criados o cemitério de Montmartre a norte, o cemitério do Père-Lachaise a leste, o cemitério de Montparnasse a sul e, no coração da capital, o cemitério de Passy.

A concepção do Père-Lachaise foi confiada ao arquiteto neoclássico Alexandre Théodore Brongniart em 1803 e, desde sua abertura, o cemitério conheceu cinco ampliações: em 1824, 1829, 1832, 1842 e 1850, passando de 17 hectares a 43 hectares

O cemitério recebeu sua denominação em homenagem a François d'Aix de La Chaise (1624-1709), dito le Père La Chaise (o padre La Chaise), confessor do rei Luís XIV da França, sobre quem exerceu influência moderadora na luta contra o jansenismo.

Em 21 de maio de 1804, o cemitério foi oficialmente aberto para uma primeira inumação; a de uma pequena menina de cinco anos. Todavia, os parisienses não aceitavam de bom grado a necrópole, localizada distante do centro numa zona de difícil acesso. Esta situação só mudaria quando para lá foram transferidas ossadas de importantes personalidades, apaziguando as críticas da elite parisiense.

Ao sul do cemitério se encontra o muro dos Federados, contra o qual 147 dirigentes da Comuna de Paris foram fuzilados em 28 de maio de 1871.